Lallybroch
10 dezembro 2016

Geneva, sexo e Outlander... falemos sobre consentimento

Esqueça Geneva, sexo e Outlander... falemos sobre consentimento


CONTÉM SPOILERS DE "O RESGATE NO MAR"


N.T: Artigo traduzido do blog That’s Normal comentando a recente declaração de Diana Gabaldon sobre a cena de “sexo” entre Jamie e Geneva.

Como alguém gosta de uma série de livros enquanto não concorda com a autora ou com a maioria do fandom? É uma luta, e eu estou bem perto de desistir. Eu tenho amado a série Outlander desde o momento em que eu abri a primeira página. Eu faço as postagens re-kilted e cubro a série de TV ocasionalmente para o TN. Eu sou uma fã e amos as histórias. Diana Gabaldon nos deu personagens incríveis em um cenário memorável. Ela me fez aceitar um mundo no qual viagens no tempo existem! Fiz críticas a seu comportamento e seus comentários no passado, mas você não tem que amar todo mundo o tempo todo. Philiph Roth é um autor maravilhoso, um dos meus favoritos, e ele é um famoso idiota. Está tudo bem. Entretanto, após ler os comentários de Gabaldon no facebook essa semana em relação a uma cena controversa em O Resgate no Mar (o terceiro livro da série Outlander e a base para a terceira temporada da série de TV que está sendo filmada agora), eu não posso dizer que esteja tudo bem. Não está tudo bem. É um pouco apavorante.

EM GAÉLICO, PARE SIGNIFICA FORCE


Eu deixei claro em dois posts do TN que eu penso que o que aconteceu entre Jamie e Geneva foi estupro. Você pode discordar. Gabaldon certamente discorda. Não é a discordância que incomoda. Mas o seu entendimento sobre agressão sexual, sensibilidade cultural e vitimização merecem uma resposta.

Então... por que de diabos alguns de vocês pensam que Jamie a estuprou?
Porque ela disse “pare” e ele não parou. Esqueçam todo o resto que aconteceu e não aconteceu, esqueçam as personalidades das pessoas envolvidas, esqueçam o balanço do poder inato da situação, esqueçam a exploração de uma pessoa escravizada, esqueçam_tudo_exceto  a “crença” (talvez você queira procurar o significado dessa palavra, se você nunca a viu) que “não significa não”  (contanto que seja a mulher quem diga).”

Os comentários de Gabaldon vão além do reconhecimento do criticismo literário. A questão não é que ela criou uma cena inacreditável ou que Jamie/Jesus fez algo fora de seu personagem. A cena com Geneva é completamente crível. A questão é do que nós, os leitores modernos, chamamos o que aconteceu naquela cena. Estupro não é sempre claro e ordenado. A dinâmica de poder entre duas pessoas pode ser mercurial. Geneva usa o poder da posição que ela tem? Sim. Jamie usa o poder físico que ele tem? Sim. Geneva ou Jamie chamariam o que aconteceu com ela de estupro? Provavelmente não. O leitor moderno chamaria? Sim. E a razão para isso é que Geneva diz para ele parar e Jamie diz não.

Mas esqueçam Geneva. Olhem o que Gabaldon diz:

Em resumo, ‘não significa não’ não é- como algumas pessoas parecem pensar- uma lei da física imutável, verdadeira em todos os tempos e lugares. Não é nem mesmo lei ordinária. É uma ficção útil desenvolvida em resposta a um contexto cultural muito limitado (emergente nos últimos cinquenta anos) no qual sexo casual promíscuo tem sido amplamente aceito tanto como normal e como não imoral.”

Eu espero que minha filha nunca tenha alguém que lhe conte isso com toda seriedade, e Gabaldon é séria. “Não significa não” tem emergido no que nós aceitamos como consentimento porque é correto. Nós nos tornamos mais progressistas em nossos pensamentos com o passar do tempo; nós nos tornamos mais decentes. Eu sou uma leitora do século XXI, julgando o que aconteceu no século XVIII. Ninguém está dizendo que estupro e as linhas embaçadas do consentimento não aconteciam naquela época. Só estamos dizendo que Jamie fez essa coisa e essa coisa é o que chamamos de estupro.

Essencialmente, dentro desse pedacinho ideológico específico, ‘não’ é uma palavra de segurança. Ela tem a intenção de impedir que as coisas saiam do controle, e se idealmente empregada, frequentemente funciona. Entretanto, nenhuma palavra de segurança é eficaz a menos que ambas as partes reconheçam as mesmas regras de engajamento.”

O que porra é isso? “Sinto muito, Meritíssimo. Minha vítima tinha uma palavra de segurança com a qual eu nunca concordei.”

Ele não para. [Aqui eu vou fazer uma pausa para o suspiro! De choque de cuja inocência, condicionamento cultural (veja abaixo) ou falta de experiência (...)”

Então se nós pensamos que isso é estupro, somos ou virgens, estudantes de Oberlin[1] ou estudantes virginais em Oberlin? Oh, Okay.

MAIS UMA COISA SOBRE RELAÇÕES SEXUAIS


Eu sei que Gabaldon é uma grande amante da ciência, mas sua visão da perda de virgindade é cômica.

Ela_é _uma_virgem, o que significa que há um ponto inevitável onde empurrar torna-se forçar literalmente.”

O hímen não é feito de aço valiriano. A vagina pode se lubrificar e expandir para acomodar o pênis até mesmo na primeira vez. Mesmo que haja um hímen intacto. Sua primeira experiência com sexo não precisa ser dolorosa ou requerer uma forçada. Se você é uma virgem hétero lendo isso, tenha certeza que você esteja bem lubrificada (...), que tenha um bom orgasmo, e que seja bem cuidada quando você for dar o salto. Pode ser fantástico, especialmente se você exigir seu próprio prazer. Forçar é algo muito evitável.

O FANDOM


O mais angustiante para mim (porque eu estou acostumada com Gabaldon a este ponto) foi a reação de alguns de seus partidários no facebook:

Bem dito! Eu não acredito que pessoas chamaram essa cena de estupro! É uma parte lindamente escrita. Me faz amar o personagem de Jamie ainda mais.”

“Há pessoas que realmente pensam que Jamie estuprou Geneva? Okay...Bem, minhas interpretação foi exatamente a descrita acima. Com Geneva sendo jovem, mimada, intitulada, mas também assustada. Em uma posição de poder (pelo menos em relação a Jamie) e abusando...”

“AlGUMA VEZ existiu essa dúvida? Que reflexão triste na sociedade atual em que você deveria sentir a necessidade de explicar isso, Diana, entretanto, sucintamente. Sua geração e a minha lutou arduamente para que mulheres fossem tratadas iguais aos homens mas parece que nós...”
 (Pegando minha cabeça da mesa…)
Uma desculpa que eu vi sobre esses comentários é que os fãs mais idosos pensam que não é estupro, isto é, fãs mais jovens são mais sensíveis à questão do consentimento. Vocês sabem o quê? Idade não é uma desculpa. “Oh, vovó não pode evitar! Ela é racista, mas ela é idosa.” Se pessoas negras puderam suportar Jim Crow[2], sua avó babaca pode suportar que lhe digam para ela parar de ser um lixo de pessoa.
Ei, fãs idosos, vocês cresceram na época da libertação sexual e da primeira e segunda ondas do feminismo: não sejam tão desprezíveis e ignorantes sobre o que constitui assédio sexual. Eu tenho 43 anos. Não sou tão jovem. Minha experiência universitária me fez questionar meu papel na minha própria agressão sexual. Mas eu tenho prestado atenção e eu aprendi a quem culpar e com certeza não sou eu.
Nota da administradora do That’s Normal: Você acha que não somos verdadeiros fãs de Outlander depois disso? Pense novamente. Nós temos estado animados em relação aos livros, a série, o elenco e os figurinos por anos. A resposta apaixonada que temos a isso é a prova positiva que nos importamos- talvez um pouco demais na verdade.

Fonte Original / Tradução Outlander Brasil 






[1] N.T: os estudantes da universidade de Oberlin tem o costume histórico de renomear prédios públicos, ideias, eventos e etc...portanto tendo um conjunto de vocabulário próprio para chamar coisas que tem outro nome para o resto da população.
[2] N.T: “As leis de Jim Crow (em inglês, Jim Crow laws) foram leis locais e estaduais, promulgadas nos Estados do sul dos Estados Unidos, que institucionalizaram a segregação racial, afetando afro-americanos, asiáticos e outros grupos étnicos. Vigoraram entre 1876 e 1965.” (fonte)
06 novembro 2016

Entrevista recente de Caitriona Balfe para Vanity Fair




Estrela de Outlander Caitriona Balfe promete mais sexo para terceira temporada




“Se não tenho um marido, sempre tenho o reserva” - Caitriona .

       


Faz pouco menos de quatro meses desde que os fãs de Outlander tiveram que dizer adeus a Claire e Jamie Fraser durante o emocionante final da segunda temporada. Mas também é uma longa espera até que o casal viajante do tempo e de “amor impossível” retorne para Starz para a terceira temporada no próximo mês de abril. Agradecemos, que nesse ínterim, há uma nova edição do Blu-ray da segunda temporada que será lançada na terça-feira, 1º de novembro. E, para os verdadeiros devotos tanto da série como dos romances de Diana Gabaldon, há também uma edição especial de colecionador que apresenta um excerto exclusivo do próximo romance de Outlander “Go tell the bees that I am gone” (tradução livre: Vá dizer às abelhas que eu parti). A estrela de Outlander, Caitriona Balfe, fez uma pausa do seu cronograma cansativo de onze meses de filmagem para refletir sobre a segunda temporada e dar uma prévia de por que os fãs que estão sentindo falta do lado mais quente de Outlander não ficarão desapontados pela terceira temporada.

       

Vanity Fair: Você soube que durante o fim de semana Diana Gabaldon anunciou que os romances de Outlander terminarão provavelmente no décimo livro?

Caitriona Balfe: Eu não soube disso na verdade.


Deixe-me buscar a citação exata! Ela disse: "Será a última coisa no último livro, que eu acho que é provavelmente o livro dez." Dado que ela já está trabalhando no livro nove agora, os fãs estão em pânico. O que você acha?


Acho que é maravilhoso que ela tenha ainda feito dez romances, e eu tenho certeza que em algum momento, Jamie e Claire- eles estão envelhecendo quando chegarmos no oitavo e nono livros- eu acho que seria algo inevitável.


Sei que alguns fãs ficarão devastados de não ter mais livros. Você suspeitou alguma vez, quando você se inscreveu, que este fandom em particular seria tão intenso?


Não, tem sido realmente maravilhoso ser parte de algo que os fãs têm tanta propriedade. Esses personagens têm interpretado um papel tão importante na vida de muitas pessoas. É incrível ser varrida nisso e ter fãs que compartilham o amor que eles têm pelos personagens e pelos livros com você. Eu tenho muita consciência do quão sortuda eu sou nesse sentido. Eu era tão cega a isso tudo quando eu comecei. Eu tinha acabado de descobrir que eram livros na semana que me pediram para voltar para o elenco. Eu li o primeiro livro, mas nem sabia naquele ponto quantos eram. Tem sido uma jornada que tem aberto meus olhos nos últimos três anos.


Mas porque você tem uma base de fãs tão apaixonada, eu sei que você recebe feedbacks constantes quando os amantes de Outlander sentem que tem algo faltando. Do que eles mais sentiram falta na segunda temporada?


Eu definitivamente ouvi que eles sentiram muita falta da intimidade entre Jamie e Claire, o que eu acho que estávamos meio que esperando. Acho que até mesmo eu e Sam meio que sentimos falta- especialmente no começo porque era tão pesada a parte política- acho que estávamos todos sentindo falta desses momentos mais íntimos. Os fãs têm muitos momentos icônicos pelos quais eles estão realmente esperando, então você definitivamente sempre escuta quando alguns deles não estão lá. Estou tentando pensar em um específico para você, mas um que eu sempre escutava pelo que eu vi no meu twitter: “Onde está o sexo”?


Qual desses momentos icônicos dos fãs vocês terão problemas se deixarem de fora na terceira temporada?


A primeira coisa que todo mundo fala é da tipografia (onde Jamie e Claire reúnem-se após décadas separados). “Vocês vão fazer a tipografia? Vocês não podem mudar nenhuma frase da tipografia”. Nós ainda não filmamos isso, mas eu acho que os roteiristas estão todos bem cientes que eles têm que fazer jus aos fãs. Há Jamie e a caverna, e eu acho que há muita coisa de Claire e Brianna pelas quais os fãs estão ansiosos também.


A terceira temporada tem um grande salto de você deixando de ser uma personagem ingênua para interpretar a mãe de Brianna (interpretada pela atriz de 22 anos, Sophie Skelton). Como é dar um zoom tão longe na linha do tempo de uma pessoa?


É definitivamente uma coisa difícil de se tentar fazer e descobrir onde você estaria em vinte anos, e então fazer em relação a outra pessoa. Eu estava conversando com outra pessoa recentemente, e ela estava dizendo como toda pessoa sente que tem certa idade pelo resto de sua vida. Para a avó dela, ela sempre sentiu como se ela tivesse 21 anos. Uma amiga minha estava dizendo “Eu acho que 28. Eu era tão feliz aos 28, que é assim que eu sempre me vejo”. Com Claire, eu agarrei isso. Quando ela voltou para Boston e ela não está com Jamie, ela é uma mãe e ela é muito profissional, mas ela afastou um lado dela. O lado romântico e sexual dela foi arquivado por quase vinte anos. Quando ela volta para Jamie, ela volta para aquele-27, 28 ou qualquer que seja a idade que ela deveria ter- tempo quando ela conheceu Jamie porque é ali que ela realmente, eu acho, sentiu-se viva pela primeira vez.


Se Claire está colocando sua parte romântica e sexual de lado pela maioria da terceira temporada, isso significa que você vai receber mais tweets raivosos das pessoas que perguntam “Onde está o sexo?”

Não! Haverá outro sexo acontecendo. Acho que para realmente permitir a reunião e tudo o que vai acontecer com Jamie e Claire uma vez que eles vejam um ao outro, eu acho que é realmente especial. Talvez elas tenham que esperar um pouco, mas eu não acho que será tão escasso quanto na última temporada, devemos dizer?


Enquanto isso, você tem que usar umas roupas modernas fabulosas. Você sente mais falta da moda luxuosa parisiense e da escocesa?


Provavelmente para a decepção de todos os fãs do figurino, eu realmente não sinto falta do espartilho ou do rolo de bumbum nem por um segundo. Poder fazer os anos 40, 50 e 60- especialmente os 60- foi tão divertido. [A figurinista] Terry [Dresbach] tinha muitos tecidos. Ela fez algumas peças internamente e outras peças são achados vintage que ela tinha. Eu amo o que cada era te conta sobre as mulheres daquele tempo- é um barômetro tão interessante. Algumas das peças dos anos 60 são tão legais e lindas que eu pedi para ela duplicar algumas para mim. Então, quando Claire volta, Terry veio com essa ideia ótima e divertida para o figurino que Claire leva de volta para o século XVII com ela. Essa é muito mais tradicional. Combina tanto o mundo parisiense com um pouco do escocês, mas vai ser muito diferente em relação ao das outras temporadas. Na terceira temporada, eu acho que eu tenho um figurino para o final. Antes, eu tinha 17, 18, 19 “looks”. Vão se simplificando muito no caminho para o fim porque nós obviamente estamos em um navio.


Então nós não vamos ver uma roupa de pirata para Claire?

       
Sim. Eu não acho que faremos isso, mas seria bem divertido se eu aparecesse com um tapa olho e um papagaio.

Quando eu conversei com Sam semana passada, ele disse que filmar a terceira temporada sem você era “como ter uma morte na família”


Och! Ele já me matou na cabeça dele. Morta. Triste demais.


Como é para você filmar sem Sam?


É realmente estranho. Sam e eu obviamente temos trabalhado tão próximos nos últimos três anos. Até quando eu estava filmando algumas coisas com Tobias [Menzies, que interpreta tanto o marido dos dias modernos de Claire, Frank Randall, quanto o vilão do século XVII Black Jack], nunca eram blocos sólidos onde eu e Sam não estaríamos trabalhando pelo menos uns dois dias no ínterim. Eu definitivamente sinto falta dele. Outro dia estávamos no trailer da maquiagem bem ao lado um do outro, e estávamos tipo, “Oh, você está no seu mundo, e eu estou no meu mundo”. É muito estranho, mas a parte legal é que eu pude trabalhar com Tobias. Eu me sinto muito sortuda. Se eu não tenho um marido, sempre tenho o reserva. Não que algum deles seja reserva, mas tem sido uma dinâmica interessante e estranha. Eu acho que logo estaremos de volta juntos, e ele ficará enjoado de tanto me ver.


Entrevista por Joanna Robinson. Traduzida por Outlander Brasil


       

Fonte




































































































31 outubro 2016

Por

Diana Gabaldon fala de Outlander em PopFest para EW





A autora de Outlander Diana Gabaldon deu uma pausa do trabalho do nono livro da popular série de ficção histórica e veio a EW PopFest no domingo, onde ela falou com Lynette Rice-EW (que usava uma fantástica capa de Outlander!) E respondeu às perguntas dos fãs sobre Claire e Jamie. Leia a seguir os nossos oito melhores tópicos das animadas Perguntas e respostas.



Como ela começou

Gabaldon diz que ela sabia desde que ela tinha oito anos de idade que ela era uma escritora: "Com oito anos já sabia que eu queria quando eu percebi que as pessoas realmente produziam livros, eles não apenas saltavam para fora das prateleiras da biblioteca." Mas ela certamente não começou Outlander pensando que iria tornar-se um fenômeno literário (e de televisão).
"Eu escrevi o primeiro livro para praticar; eu não estava indo para mostrar a ninguém " disse ela. Mas depois de ter uma discussão com um homem sobre o qual  é a sensação de estar grávida, ela compartilhou um trecho que escreveu que descrevia o sentimento em detalhe. Quando as pessoas a incentivaram a expandir isso - "isto é uma heroína para um escritor, a qual as pessoas realmente querem ler o que você escreve" - ​​ela compartilhou seu trabalho, trecho por trecho. "Descobri que, dada à natureza indescritível do que eu escrevo, a única maneira de vendê-lo é dar às pessoas amostras grátis."

Como ela descobre seus títulos

Gabaldon ainda não tem permissão para compartilhar o título completo de uma próxima coleção de novelas relacionadas com Outlander que está trabalhando, mas ela revelou que o título inclui a palavra "sete", para as sete histórias. (Ela queria chamar a coleção Salmagundi, que é o significado de um nome de um prato do século 18, apropriadamente, um conjunto de elementos díspares, mas, infelizmente, este foi rejeitado por seu editor.) O próximo romance da série Outlander será chamado Vá Diga as Abelhas que Eu estou Indo, que vem do folclore celta. "As abelhas são insetos muito sociais, e elas são muito interessadas ​​nas idas e vindas da comunidade", explica ela. "Você quer sempre manter suas abelhas informadas."
Enquanto ela pode apenas ler uma lista telefônica Galesa (e tem) para chegar a novos nomes de personagens, títulos de livros não vêm tão facilmente. Com exceção de O Resgate no Mar, que Gabaldon diz veio há ela muito naturalmente, chegando com seus títulos de livros poéticos "é como puxar os dentes." Ela descreveu seu processo como semelhante ao polimento de rochas: "Quando o livro chegou a uma massa significativa, e eu começo a ver do que se trata, quais são os elementos, então eu escolho algumas palavras evocativas que têm a ver com essas coisas e eu tipo as jogo no meu polidor de pedras e as testo em diferentes permutações ", diz ela. "Eventualmente as coisas saem, e caem em um ritmo."

Envolver-se com seus fãs

Considerando que as suas origens como escritora foram baseadas na interação com seus leitores, Gabaldon acha muito natural ser tão envolvida com seus fãs como ela é. Um fã escreveu que leu toda a série 23 vezes; outro mandou uma foto em Polaroid de uma tatuagem de Outlander em seu pé.
Quando ela conheceu pela primeira vez os atores da serie de TV  Caitriona Balfe e Sam Heughan, Claire e Jamie,  depois de um evento de fãs, ela assegurou-lhes "as pessoas que leem os livros são inteligentes, compassivas, civis, educadas - grandes fãs. Eu nunca fui perseguida, nunca tivemos uma experiência ruim de fãs. E eu acho que é porque as pessoas com transtornos mentais não têm a atenção para ler [um livro]" Ela seguiu-se com uma advertência, porém: "Mas, por outro lado, qualquer pessoa pode assistir TV, por isso, quando a série estiver no ar, comece a olhar por cima do ombro. "

Seu Sósia em Outlander

Gabaldon foi citada como dizendo que os escritores não têm segredos, e - Rice acompanhou a cotação com a questão que isso levanta naturalmente "se você quiser saber alguma coisa sobre mim leia meus livros, está tudo lá".  Isso significa que Gabaldon é uma amante fantástica? Sem perder o ritmo, a autora respondeu: "Eu fui casada por 44 anos e eu não ouvi quaisquer queixas ainda".
No que diz respeito a se escrever em seus livros, no entanto, Gabaldon diz que seu sósia mais próximo nos romances é Jamie - "Ele é o que eu seria se eu fosse um homem do século 18". Embora ela tenha tomado evidente prazer em narrar uma reunião com alguns fãs, onde eles começaram a discutir o repugnante Black Jack Randall. "Eu estou sentada lá ouvindo isso e tomando meu chá e pensando, 'você não tem ideia que você está falando com Black Jack Randall agora."

O que ela pensa de Claire na série de TV

Os leitores Outlander são ferozmente protetores dos livros na transição para a tela da TV, e o retrato da série Starz da heroína Claire (interpretada por Caitriona Balfe) atraiu mais críticas do que Jamie por Sam Heughan. Muitos fãs disseram a Gabaldon que a série parece não ter  o senso de humor de Claire, o que Gabaldon atribui à falta de perspectiva de primeira pessoa da série. "Caitriona é uma grande atriz, mas há somente um tanto que ela pode fazer com seu rosto", diz Gabaldon. "Você não pode filmar na cabeça de alguém." Gabaldon não está muito preocupada com essa diferença entre as duas Claires, no entanto: "Principalmente, pelo o incomodo das pessoas. Para aqueles que se incomodam, bem, eles podem simplesmente ir ler o livro novamente. Sem problemas.”

Por John Grey se apaixonar por Jamie

Lord John Grey, a quem Gabaldon descreve como "uma massa efervescente de repressão", era um elemento tão convincente nos livros Outlander que ele mereceu sua própria série relacionada de romances. Pensando sobre como navegar da prisão de Jamie em O Resgate no Mar, Gabaldon decidiu trazer de volta o personagem de A Libélula no Âmbar porque pensou que o ódio de Grey  a Jamie, mas sua obrigação de protegê-lo faria um conflito interessante. Em seguida, ela só aumentou a aposta. "Eu disse, 'bem, isso vai causar um monte de conflito." Então, eu estava pensando' o que poderia ter em um monte de conflito?  Lembra-se. "Não só ele o odeia e quer matá-lo, mas ele também é fisicamente atraído por ele. Que também é algo que ele não pode ter."

Como ela lida com o bloqueio de escritor

"Qualquer coisa que eu veja, pense, ouça, cheire, qualquer escritor pega ideias assim", Gabaldon diz de seu processo, embora ela não esteja imune a bloqueios de escritor. "Quando isso acontece, quando isso acontece, eu costumo ir para a minha coleção de referência e folhear as referências históricas apenas por algo interessante que eu possa usar como um gatilho", que pode ser qualquer coisa que ela possa sentir concretamente. "Assim que eu tiver um, eu vou escrever algumas frases descrevendo, em seguida, levo as palavras para fora, colocando-as novamente e movendo as coisas ao redor. E enquanto isso, na parte de trás da minha mente estou levantando questões: que hora do dia é hoje? Como a luz está caindo? O quarto está quente? Não, não está, meu nariz está frio e assim estão os meus dedos. Aqueço meus dedos, há um incêndio. Onde está o fogo? É lá. Há um cão no fogo. Eu nunca o vi antes - assim ".

O verdadeiro Dunbonnet


Um dos fãs apontou que Dunbonnet, que é um dos nomes que Jamie foi chamado quando ele se escondeu em uma caverna em O Resgate no Mar era uma figura real. "Eu estava na hora lendo um monte de história escocesa, folclore, etc., etc., e me deparei com esta menção de Dunbonnet que escapou de Culloden e se escondeu em sua própria terra em uma caverna por sete anos," diz Gabaldon. Enquanto ela sabia que isso foi real, ela nem sequer se apercebeu na altura quão perfeitamente ele caberia em Outlander, no entanto: "Algum tempo depois, muito depois do Resgate ser publicado, me deparei com o Dunbonnet em outra referência, e em uma versão expandida, e me dizendo que nome de Dunbonnet - era James Fraser "


30 outubro 2016

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Enquete: Cena mais romântica da primeira temporada

Vote na enquete e selecione a cena mais romântica da primeira temporada entre Jamie e Claire.
29 outubro 2016

Entrevista recente de Sam Heughan para Vanity Fair

       

Sam Heughan de Outlander fala sobre o porquê da terceira temporada ser “como ter uma morte na família”

       
“É sempre difícil quando estamos separados” ─ Sam Heughan sobre Caitriona Balfe
       
Faz pouco menos de quatro meses desde que os fãs de Outlander tiveram que dizer adeus a Claire e Jamie Fraser durante o emocionante final da segunda temporada. Mas também é uma longa espera até que o casal viajante do tempo e de “amor impossível” retorne para Starz para a terceira temporada no próximo mês de abril. Agradecemos, que nesse ínterim, há uma nova edição do Blu-ray da segunda temporada que será lançada na terça-feira, 1º de novembro. E, para os verdadeiros devotos tanto da série como dos romances de Diana Gabaldon, há também uma edição especial de colecionador que apresenta um excerto exclusivo do próximo romance de Outlander “Go tell the bees that I am gone” (tradução livre: Vá dizer às abelhas que eu parti). A estrela de Outlander, Sam Heughan, fez uma pausa do seu cronograma cansativo de onze meses de filmagem para refletir sobre a segunda temporada e dar uma prévia de por que a terceira temporada parece uma “série diferente” (Dica: Tem a ver com ele sentir falta da sua parceira Caitriona Balfe.)
       

Vanity Fair: após a recepção esmagadoramente calorosa para a primeira temporada, houve uma determinada reação dos fãs em relação à segunda temporada que você não esperava?

       
Sam Heughan: Eu acho que a primeira metade da temporada ambientada na França foi bem complicada, e certamente não iria refazer os passos da primeira temporada. Acho que estávamos muito conscientes que a primeira temporada era sobre esse jovem relacionamento e novo amor. Nós queríamos mostrar algo um pouco mais complicado [na segunda temporada]. Eu acho que os fãs ficaram surpresos. As pessoas assistiam esperando a mesma série ou o mesmo tipo de cenas, e, sim, acho que surpreendemos os fãs com isso.
       

Eu sei que você presta atenção nos fãs que estão surpresos pelas mudanças em relação aos livros. Houve algum aspecto particular do livro que foi deixado de fora da segunda temporada que você sentiu que os fãs estavam esperando muito ver e não viram?

       
Diana toma conta disso. Eu quero dizer, eu recebo atualizações constantes no e-mail várias vezes ao dia sobre coisas que ela assistiu ou coisas que ela leu. Nós a consultamos muito, provavelmente mais do que os produtores querem que a gente faça. Sempre haverá alguns pequenos detalhes que as pessoas sentirão falta porque a série tem apenas episódios de uma hora de duração por semana. Eu sei que eu e Caitriona, nós lemos os livros e se nós pudermos enfiar algum pequeno detalhe que possa não estar no roteiro ou ainda o que nós mesmos sabemos, que vai de uma cena para outra, algo que aconteceu no ínterim que talvez nós não fôssemos capazes de mostrar, mas nós pelo menos sabemos, e esperançosamente, de alguma forma se manifesta sozinha. Esperamos que esteja tudo no mundo de Diana. Eu sei que ela mesma disse que a segunda temporada, principalmente o início, era meio que complexo e difícil de transformar em episódios de TV.
       

Há um filme dos bastidores no Blu-ray de você, Caitriona e Graham McTavish preparando-se para sua grande cena de luta da segunda temporada. Você pode nos dar algum “teaser” sobre o que os fãs podem não saber em relação a como você se prepara para o combate?

       
Sim, digo, Meu Deus, a série é incrível. Sem fornecer muita informação, mas hoje, um minuto eu estava cavalgando pela zona rural da Escócia, e em seguida eu estou em algum lugar do estúdio, e então estou deitado em uma cabana. Mas essa cena em particular da segunda temporada foi muito emotiva. Eu absolutamente amei fazer a cena de luta com o Graham; eu sempre quis fazer isso. Ele com certeza odiou eu lutando contra ele. Nós na verdade filmamos vários finais alternativos para a luta porque, obviamente, no livro, Claire não é cúmplice. Nós pensamos que Jamie e Claire são um casal, e eles precisavam ambos suportar a culpa desse feito. Não é que Claire queira matar alguém- ela não é uma assassina, ela é uma heroína- mas ela quer ajudar Jamie e ela basicamente termina sendo cúmplice da morte de Dougal. Foi muito engraçado porque nós na verdade filmamos um aproveitamento dela e Caitriona não estava na hora; na verdade eram as mãos de uma dublê que estão na adaga. Graham estava muito desconfiado de essa dublê empurrando a adaga tão firmemente nele que talvez ele fosse realmente apunhalado. Ele era aquele homem muito forte reclamando que alguém estava empurrando uma adaga falsa de maneira dura demais nele.
       

Claro que como em qualquer Blu-ray há cenas deletadas inclusas. Qual cena deletada da segunda temporada você ficou mais desolado ao ver que não foi incluída nos episódios originais?

       
Havia uma que foi recentemente lançada nas redes sociais; foi a cena de “Faith”. Certamente, da minha perspectiva, você pode ver mais de Jamie e sua angústia. Quero dizer, ele meio que não está presente na maior parte do episódio. Eu acho que isso é importante, é um pedaço importante. Nós vamos na jornada com Claire e a vemos passar por todos os estágios de dor e luto e então aparece um tipo de determinação frágil. Quase que de uma maneira nós não queríamos que a câmara perdesse nada dela. Acho que isso foi o que foi decidido. Assistir a Jamie também passar por isso, bem, com certeza, é outro lado. Eu certamente sei que me senti muito forte naquela cena. Senti que era um lugar muito estranho para Jamie que terá algum tipo de repercussão- até mesmo agora na terceira temporada. Eu não penso que Jamie ou Claire superem a perda de Faith. Eu acho que é fantástico que os fãs possam realmente ver um vislumbre de um pouco de outros trabalhos que fazemos que nem sempre estão na tela.
       

Eu ouvi que você disse que ao contrário de Caitriona com seu figurino elaborado, só leva cinco minutos para você vestir o figurino de Jamie quando ele está usando kilt. Mas eu estou curiosa, já que vamos pular vários anos na terceira temporada, se você terá tempo extra na cadeira de maquiagem este ano e se você pode nos contar sobre como Jamie mais velho parecerá?

       
Quero dizer, eu provavelmente não estou autorizado a dizer muito, mas eu acho que nós todos sabemos que nos livros se passa um grande período de tempo. Na terceira temporada, em particular, sim, quero dizer, há um processo de envelhecimento. Haverá definitivamente uma aparência diferente dos personagens, mas você tem que assistir para descobrir, eu acho. Mas até na primeira temporada, eu tive horas e horas de maquiagem protética sempre que as cicatrizes das costas apareciam ou Jamie levasse tiro ou fosse ferido. De jeito nenhum isso acaba na terceira temporada, então, sim, há dias muito longos nos quais eu estive na maquiagem.
       

No final da segunda temporada nós vimos Claire de volta em seu próprio tempo, então eu realmente não acho que seja um spoiler dizer que você filmou uma boa parte da terceira temporada sem Caitriona. Já que vocês dois tem sido parceiros tão próximos em toda esta experiência, como foi continuar sem ela?

       
Sim. Honestamente, é como ter uma morte na família. Bem, eu não sei, quero dizer, é uma série diferente. É duro me separar do personagem. O presente de Jamie, vivendo em seu mundo, e o presente de Claire, vivendo no mundo dela, e eles dois acreditando que o outro está morto. É sempre difícil quando estamos separados, na verdade, porque ela é uma pessoa ótima, ótima de se trabalhar e uma atriz muito boa. Mas eu acho que isso contribui para a reunião- se houver uma reunião ou quando tiver uma reunião- bem, vocês sabem que há uma nos livros. Deve ser muito especial.
       

Você tem uma memória favorita da segunda temporada pela qual você está animado que os fãs revivam através do Blu-ray?

       
Wow. Whoa, essa é difícil, eu acho- Paris foi quase como outro mundo e foi muito divertida- mas para nós voltarmos para Escócia, para Lallybroch, e então ter todos os MacKenzies aparecendo, Graham McTavish como Dougal e Stephen Walters como Angus e todos os outros. Foi tão gratificante estar na Escócia com o vento e a chuva e o frio e todo mundo estava infeliz, mas meio que alegre de estar de volta e parecia nosso lar. Eu acho que é um final muito triste porque nós todos sabemos que pessoas vão morrer- é isso que a história nos conta- é isso que Jamie e Claire estão lutando para impedir, é o fim dessas pessoas. Então é agridoce voltar para casa para Escócia. No fundo da sua mente, você tem ciência que é meio que um encerramento.
       
A entrevista foi realizada por Joanna Robinson, escritora de Hollywood que cobre filmes e TV para VanityFair.com e traduzida pela equipe Outlander Brasil.
       
Fonte: vanityfair
       

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