Lallybroch
21 setembro 2017

Livro x Série de TV- Episódio 02: Surrender



Contém spoilers do episódio e dos livros

Episódio 02: Surrender


O segundo episódio da terceira temporada segue um ritmo semelhante ao do primeiro com o entrelaçamento da linha temporal de Claire em 1949 (e alguns anos seguintes) e de Jamie em 1752. Consequentemente, vou seguir o mesmo raciocínio e dividir a comparação em duas partes relacionadas à linha do tempo de cada protagonista. A parte recortada de “O Resgate no mar” desta vez foi maior, abrangendo trechos dos capítulos três (Frank e a revelação completa) quatro (Dunbonnet), cinco (Uma criança de presente) e o seis todo (Justificado pelo sangue) concluindo assim a parte II do livro, denominada Lallybroch.

Jamie (1752)


O capítulo quatro, Dunbonnet, narra os deslocamentos de Jamie da sua caverna até Lallybroch, normalmente para se barbear e para ter um pouco de contato humano. As patrulhas dos casacas vermelhas são citadas, mas não exatamente descritas (a não ser a do parto do jovem Ian que falarei mais na frente). Em uma das conversas entre Jamie e Jenny, o leitor descobre que Ian havia sido preso pelo exército britânico sob a suspeita de ser um traidor jacobita. No episódio, eu compreendi que eles extraíram essas informações sobre a prisão de Ian e resolveram construir algo visual com ela. Assim, apresentaram os soldados ingleses levando Ian como uma forma de “tortura” para que ele falasse o paradeiro do seu cunhado. Na cena é mencionado que Lallybroch não mais pertence a Jamie Fraser, mas sim ao seu sobrinho Jamie Murray (a transferência de propriedade foi realizada para que eles não perdessem a terra, já que as propriedades dos traidores eram confiscadas pela Coroa). Entretanto, no livro, o motivo das constantes prisões de Ian era tentar provar que ele fosse jacobita, julgando-o como senhor de Lallybroch, para que pudessem confiscar a terra. Quando eles percebiam que o senhor de Lallybroch era o pequeno Jamie e não havia como provar que ele fosse um traidor, eles findavam por soltar Ian.

Um ponto interessante descrito neste capítulo é a dificuldade de Jamie em falar com as pessoas, que foi muito bem retratada em tela.

Haviam aprendido a não esperar que ele falasse enquanto não terminasse de se barbear; as palavras brotavam com dificuldade, após um mês de solidão. Não que ele não tivesse nada a dizer; era apenas que as palavras dentro dele formavam uma obstrução em sua garganta, digladiando-se para sair no curto tempo que ele dispunha. Ele precisava daqueles poucos minutos de meticulosos cuidados pessoais para separar e escolher o que iria dizer e para quem.”

A cena em que Jamie caça um veado aparece também neste capítulo. A Escócia do pós-Culloden estava enfrentando um período de fome e como alguns dos arrendatários de Lallybroch haviam sido executados pelos ingleses, suas viúvas e crianças também se alimentavam lá. Eram muitas bocas e Jamie costumava caçar para ajudar na complementação da comida, mesmo assim, seus esforços eram insuficientes em termos de nutrir a todos. No episódio, Jamie leva o veado a Lallybroch e prepara a carne com Jenny, enquanto conversa também com Fergus. Aparentemente, o relacionamento entre Fergus e Jamie durante “Surrender” está passando por um momento difícil, ou como meus pais chamariam: “aborrecência”. Aquela fase em que o jovem acha que sabe de tudo, está sempre certo, nada de mau nunca vai lhe acontecer, não escuta ninguém, é imortal, e metaforicamente tatua rebeldia na cara. O problema é que os atos de rebeldia de Fergus vão ter um custo alto para ele. As discussões entre Jamie e seu protegido não ocorrem no livro, mas entendo que eles colocaram esse comportamento no personagem para demonstrar melhor sua personalidade para que o telespectador (principalmente para aqueles que não leram o livro, já que no material original, o trecho ocorre de uma forma um pouco diferente) entendesse seus atos na cena em que sua mão é cortada.


No capítulo cinco (Uma criança de presente) vamos mergulhar no nascimento do jovem Ian que também aparece no episódio. No livro, Jamie pede a Jenny para avisar quando ela entrar em trabalho de parto, mas ela fala para Fergus não chamar seu Milorde quando isso acontece, a fim de que ele não corra o risco de ser capturado pelos ingleses. Entretanto, Fergus acaba dando com a língua nos dentes e Jamie sai de sua caverna para assistir a irmã. No episódio, Jamie estava chegando a Lallybroch para ajudar com a contabilidade, quando escuta os gritos de Jenny dando à luz. Em “Uma criança de presente”, após chegar à propriedade, Jamie organiza algo para as mulheres e crianças fazerem, e enquanto trabalhava com o feno conversava com Fergus e Rabbie sobre superstições acerca de partos. O corvo aparece e conhecendo-o como um sinal de má sorte para parturiente, Jamie atira nele. No episódio, quem atira no pássaro é Fergus, e Jamie, na verdade, briga com o menino por causa disso. A consequência é que assim como no livro o barulho da arma atrai os casacas vermelhas. Em ambos, Jamie sobe para conversar com Jenny no quarto, apesar de os temas falados terem sido principalmente sobre o nome do bebê e um casamento para Jamie, o modo como a conversa se desenvolveu foi um pouco diferente. Neste trecho de “O Resgate no mar”, Jamie conta a Jenny que Claire estava grávida, queria que tivessem acrescentado isso no episodio. Ademais, ao falar sobre a gestação de Claire, Jenny entende que a razão por que Jamie queria tanto estar presente no seu parto era por não ter podido estar presente para o de Claire. A cena em que os ingleses aparecem no quarto de Jenny, e Jamie tem que se esconder, também se parece com a do livro com algumas diferenças, entre elas temos no livro 1) a entrada do pequeno Jamie no quarto chorando acreditando que irmãozinho havia morrido e com isso acusando o “inglês desgraçado de ter matado o bebê”; 2) a presença da parteira, que é quem informa aos soldados sobre o parto 3) os ingleses vão embora após não terem encontrado nada, no episódio Mary McNab assume a culpa por estar com uma arma e atirar no corvo. Assim como no livro, no episódio, assim que Jamie sai do seu esconderijo com o jovem Ian, ele entrega o bebê a mãe que dá de mamar. Neste ponto, algo interessante ocorreu na série de TV. Foram realizadas algumas perguntas para Ron Moore, produtor-executivo do seriado, no Twitter, dentre elas, foi questionado se Laura Donnelly (atriz que interpreta Jenny Murray) estava realmente amamentando o próprio filho, e ele respondeu que acreditava que sim. Achei incrível colocarem em tela uma cena de amamentação real. Sempre gostei do fato dos livros não amenizarem a realidade e adoro quando isso é transmitido para a série.



É a partir do momento em que Jamie vê-se encurralado com o bebê em Lallybroch que ele decide se afastar mais da casa. Em um dos dias que Jamie estava na caverna, ele escuta o grito de Fergus que estava discutindo com os oficiais que queriam confiscar a cerveja que ele carregava (destinada ao seu milorde). Fergus passou a provocar os soldados enquanto fugia com o barril, e no meio da confusão um deles cortou a sua mão. O modo como a cena foi construída no seriado foi um pouco diferente. Fergus estava indo encontrar Jamie na caverna, mas não carregava barril de cerveja, quando percebe que os soldados o estão seguindo, ele passa a andar em círculos, quando os casacas vermelhas enxergam isso, eles se encontram e Fergus passa a xingá-los. Até que um deles, propositalmente, prende o menino em uma tora com a ajuda do outro soldado, e corta a sua mão. Essa cena no episódio me passou uma raiva danada, principalmente, porque não houve nenhum tipo de reprimenda nem remorso do soldado. Ademais, no livro, o corte da mão como descrito ocorreu no calor da briga. Alguém levantou o sabre e no meio da confusão acabou decepando a mão do menino. Sem contar que no livro, os soldados são quem levam Fergus para Lallybroch para ser tratado e ainda dão uma moeda de ouro a Jenny pelo transtorno; e no episódio, ele é deixado para morrer. Uma crueldade sem tamanho. Assim como no episódio, Jamie vai visitar Fergus no quarto e conversam, e assim surge o tema de que agora, Jamie é responsável por Fergus devido ao acordo que fizeram na França. Esse trecho retirado do livro ficou muito parecido quando adaptado no seriado. Em seguida, Jamie conversa com Jenny e arma um plano para se entregar aos ingleses a fim de receber a recompensa por ele e para livrar os moradores de Lallybroch dos perigos da sua presença. No livro, ele a chama até o buraco do padre para conversar sobre isso (até agora o tal buraco do padre não apareceu na adaptação) e é um de seus arrendatários quem o entrega e não, sua irmã como ocorre na série de TV. Antes de ele ser “capturado”, Mary McNab vai a procura de Jamie na caverna e se entrega para ele. No episódio, ela faz a sua barba. No capítulo, ela leva comida para ele inicialmente. Em ambos quando Mary se oferece, Jamie assume a possibilidade de ter sido Jenny quem mandou Mary lá para “entretê-lo” e de início não aceita, mas acaba sendo convencido. Neste trecho o diálogo ficou bem semelhante ao da série.

“—Sei muito bem o que está pensando — ela disse — Porque eu conheci sua senhora e sei como era entre vocês dois. Eu nunca tive isso —ela acrescentou, com a voz mais branda— com nenhum dos dois homens com quem me casei. Mas eu sei quando vejo o verdadeiro amor  e não penso fazê-lo sentir que o traiu.(...)
—O que eu quero —ela disse serenamente— é lhe dar algo diferente. Algo menor, talvez, mas que você pode usar; algo para você se sentir inteiro, completo. Sua irmã e as crianças não podem lhe dar isso, eu posso. Ele ouviu-a inspirar e a mão em seu rosto afastou-se.  —Você me deu minha casa, minha vida e meu filho. Não vai deixar que eu lhe dê um pequeno presente em troca?(...)  —Eu... não faço isso há muito tempo —ele disse, de repente envergonhado.  —Eu também não —ela disse, com um leve sorriso— Mas a gente vai se lembrar como é.”

Assim, concluiu-se o capítulo seis. Consequentemente, as cenas que foram adaptadas do livro para este episódio na parte da linha temporal de Jamie ficaram bem parecidas. Acredito que o que mais divergiu foi o modo como ocorreu a mutilação de Fergus e a “suposta traição” de Jenny.

O que me surpreendeu aqui foi em termos de caracterização. O gorro que o dunbonnet usava era para cobrir o cabelo ruivo de Jamie, isso é até mencionado pelo Capitão inglês, mas o gorro não cobre nada. Ele serve mais de decoração do que de disfarce. Estou pressupondo que deixaram os cabelos de Jamie para fora do gorro para que ele ficasse com uma aparência mais "selvagem".

Claire (1949 e seguintes)


A linha temporal de Claire é que está de certa forma mais diferente dos livros, porque eles escolheram criar cenas novas para Claire e Frank que não são (pelo menos até agora) no geral os flashbacks que ela tem em “O Resgate no mar”. Neste episódio, apenas uma cena de Claire foi retirada do terceiro livro, do capítulo três (Frank e a revelação completa). Foi o momento em que Brianna se virá no berço e Frank aparece de toalha para ver o que havia acontecido, o diálogo é bem parecido entre material original e adaptação. A cena que inicia a linha de Claire neste episódio em que ela está deitada na cama pensando em Jamie também é uma reflexão dela descrita no livro:

Não era Frank quem eu desejava, na calada da noite, acordada. Não era seu corpo liso e delgado que povoava meus sonhos e me excitava, fazendo-me acordar molhada e arquejante, o coração disparado com a sensação relembrada. Mas eu jamais voltaria a tocar aquele homem outra vez.”

De certa forma, entendi que as outras cenas colocadas serviram para mostrar ao telespectador a construção do relacionamento de Frank e Claire. O jantar com seus amigos, em que Frank pôde comparar um casal apaixonado com a sua relação, quando eles voltam a ter um relacionamento físico e Frank passa a não aceitar o fato de Claire fechar os olhos quando está com ele, até que se passam os anos... Claire ingressa na faculdade de medicina e seu casamento com Frank passa a ser algo de fachada, situação em que dormiam em camas separadas. Vamos focar nestas últimas cenas, que para mim foram as mais interessantes da história de Claire. Em relação a primeira aula de Claire e Joe, achei de muito bom tom colocarem a cena no episódio, mostrando o quanto ela e Joe, único negro da classe, teriam que enfrentar para se formar em um período e sociedades (mais) racistas e misóginos. Não foi mostrado o ano exatamente que Claire passa a estudar medicina, mas é mencionado no livro que ela volta a estudar quando Bree já está na escola. Supomos então que eles estão em algum momento dos anos cinquenta, período em que as leis de segregação racial (Jim Crow) ainda estavam em vigor (a segregação escolar acaba em 54, mas a lei em todos os estados só é revogada em 64 pela Lei dos direitos civis) e em que as mulheres ainda eram tratadas como propriedade masculina. Não é à toa que os outros estudantes da turma e o professor, todos homens brancos olhavam com desprezo para essa dupla improvável de estudantes. Claramente, não os julgavam dignos de estarem ali. Seria ótimo que introduzissem uma cena em que Joe e Claire colocassem os outros alunos “no chinelo”.


Quanto à parte das camas separadas, entendo que os produtores poderiam ter achado outra forma de apresentar o casamento de Frank e Claire como de fachada, uma vez que Brianna acreditava que os pais tinham um matrimônio de amor. E pelo menos no livro, dá a entender que eles ao longo do casamento tinham relações apesar de que para Claire isso resultava mais como uma forma de extravasar sua solidão. Estou ansiosa para o próximo episódio em que veremos Jamie e Lord John. Espero que David Berry não me decepcione.


Por Tuísa Sampaio









12 setembro 2017

Livro x Série de TV- episódio 01: The Battle Joined


Contém spoilers 

Terceira temporada- episódio 01: The Battle Joined

Abrindo a terceira e muito esperada temporada de Outlander, voltamos com as comparações dos episódios com os livros para ver o quão fiel tem sido a adaptação. O episódio inicial veio com um recorte não tão linear de “O Resgate no Mar”, muito possivelmente pelo fato de o primeiro episódio da segunda temporada ter puxado alguns capítulos desse terceiro livro e o fato de o terceiro romance tecer uma trança com as linhas temporais dos personagens. Eles continuaram com o mesmo raciocínio de mostrar os anos iniciais da volta de Claire em vez de pular logo para busca por Jamie em 1968 que aparece não apenas no final da segunda temporada, mas como a partir do segundo capítulo de “O Resgate no Mar”. O livro três traz grandes mudanças temporais nas linhas narrativas, as quais são: a ordem crescente temporal dos fatos que ocorrem com Jamie que se inicia em 1746, a contagem da história em ordem decrescente pelos flashbacks de Claire de sua vida com Frank e o período em que Claire, Brianna e Roger estão procurando por Jamie em 1968. Neste primeiro episódio, os roteiristas se ativeram à história de Jamie pós e durante a batalha (vale salientar que a batalha de Culloden não é narrada no livro, uma vez que Jamie não consegue se lembrar dela) e os primeiros meses de Claire após seu retorno para Frank. Assim, vou dividir a comparação entre linha temporal de Claire e a linha temporal de Jamie. O único capítulo de “O Resgate no mar” que foi diretamente adaptado neste episódio foi o primeiro : o banquete de corvos.


1746 (Jamie)



O início do primeiro capítulo do livro descreve os pensamentos de Jamie enquanto estava deitado embaixo de Black Jack Randall, semiconsciente, com a perna ferida por uma baioneta e nariz quebrado (na versão das telas, resolveram não quebrar o nariz de Jamie. Acho que possivelmente o ator iria ficar estranho com um nariz meio torto depois ou foi falta de tempo mesmo), achando que havia morrido. Esse posicionamento também aparece no começo do episódio em que junto a um monte de outros corpos encontram-se esses dois personagens antagônicos, um sobre o outro. Não é à toa que o capítulo chama-se “O banquete de corvos”, com o massacre dos escoceses, o que não faltou foi carne para eles e as imagens da série deixaram isso bem claro: a quantidade de highlanders mortos foi enorme (apesar desses pássaros não terem sido colocados no episódio).


“Enquanto se contorcia no solo, lutando contra as pregas amarrotadas e sujas de lama de seu kilt, pôde ouvir sons acima do lamento fúnebre do vento de abril; gritos distantes, gemidos e queixumes, como apelos de fantasmas. E, acima de tudo, os berros roucos dos corvos. Dezenas de corvos a julgar pelo barulho.”


Entretanto, enquanto o capítulo tem como chamariz as reflexões de Jamie sobre sua morte; o episódio foca nas imagens, expandindo o contexto ao qual o espectador/leitor teria acesso em comparação à narrativa textual, mas algo que foi extraído de lá, só que sem contar com o acréscimo de narração como aconteceu várias vezes com Claire. Enquanto Jamie está deitado em seu momento reflexivo; no livro, um corvo aparece e bica um dos olhos de Black Jack, essa era uma cena que eu queria ter visto; mas os produtores escolheram, aparentemente, não serem tão gráficos em relação a essa parte mais crua dos cadáveres. Uma mudança que apareceu no episódio foram os flashbacks de Jamie da batalha. Aos poucos enquanto deitado, a luta vai se mostrando na sua mente e para o telespectador como memórias. Vemos um encontro rápido que ele tem com Murtagh, o qual ainda está bem vivo (o padrinho de Jamie morre em Culloden nos escritos de Diana), as discussões sobre estratégia de batalha de Jamie com os outros generais, e finalmente, podemos assistir à vingança de Jamie, que mata Black Jack (no livro como ele não lembra da batalha, ele acha que o matou, muito por causa da posição em que seus corpos se encontram quando ele acorda, mas não tem certeza disso). Em “O Resgate no mar” é Jamie quem empurra o corpo de Black Jack para que não fique por cima dele; no episódio, é Rupert quem faz isso, quando encontra Jamie entre os cadáveres dos guerreiros escoceses (Rupert, que nos livros, havia morrido em A libélula no Âmbar) e o resgata, levando para uma cabana onde outros sobreviventes se encontram (no material original, Jamie é retirado do campo de batalha por quatro guerreiros highlanders entre eles Ewan Cameron e Iain MacKinnon). Quando Rupert encontra Jamie, ele está tendo uma alucinação com Claire. No capítulo, Jamie pensa sobre a esposa e faz uma oração para que ela e o bebê fiquem a salvo, mas não chega a ter alucinações neste momento. No episódio, outra mudança que ocorre é que Jamie está segurando a libélula no âmbar que Claire deixou com ele, a pedra cai quando Rupert vai carregá-lo. Obviamente, isso não ocorre no livro, uma vez que a troca de presentes do season finale nunca aconteceu lá; e sim, uma troca de cortes de faca, em que Claire fica com um J encravado na mão e Jamie com um C. 



Na cabana, os oficiais ingleses encontram os “traidores” escoceses com o intuito de executá-los por meio de fuzilamento. Originalmente, quem apresenta os soldados escoceses é Duncan MacDonald; na versão da TV, esse papel é de Rupert, que inclusive tem a fala similar a de Duncan no livro. Aos highlanders é dada a oportunidade de escrever uma carta de despedida, tanto na série de TV como no material original. No episódio Rupert (Duncan no livro) implora o perdão por dois adolescentes que se encontram lá, mas isso lhes é negado. Um dos oficiais ingleses é Lorde Melton, irmão de Jonh William Grey, menino que Jamie salva a vida quando ele invade o acampamento highlander. Como uma forma de pagar a dívida de honra de seu irmão, Lorde Melton (também conhecido por Hal), quando descobre que o soldado ruivo deitado aos seus pés com um ferimento na perna e quase morto é “Jamie, o ruivo”, coloca-o em uma carroça e envia-o para Lallybroch, acreditando que ele não resistirá aos ferimentos, ao mesmo tempo que encontra uma forma de pagar a dívida de honra da sua família. Para quem conhece a família Grey, já sabe que para eles, honra é algo de extrema importância e Hal não poderia deixar de pagar a dívida do irmão. Infelizmente, em The Battle Joined, Rupert morre fuzilado junto com os outros highlanders da cabana. Assim como no livro, quando Jamie percebe que Lorde Melton não vai matá-lo, ele pede para morrer e os soldados entendem isso como um delírio de um homem ferido. A discussão entre Melton e seu colega sobre o que fazer com Jamie no episódio é bem semelhante a do livro e Jamie finda sendo levado em uma carroça para Lalllybroch onde é encontrado por sua irmã Jenny e seu cunhado Ian. O capítulo é concluído ainda na conversa entre os soldados, não chegando a descrever a chegada de Jamie ao seu lar.


-1948 (Claire)


A história de Claire como foi contada neste episódio não aparece em “O Resgate no Mar”. A linha temporal dela de sua vida com Frank existe, descrita por meio de flashbacks, mas as suas lembranças não são essas que apareceram no episódio. Claro, que o leitor sabe que ela se muda para Boston com Frank, mas suas memórias passam a ser descritas em sua maioria após o nascimento de Bree. Em sua primeira aparição em The Battle Joined, Claire e Frank estão escolhendo uma casa para morar em Boston, quando Claire comenta “todo esse espaço só para nós dois?” e ele lhe responde “logo seremos três”, em referência ao bebê que ela espera. Claire faz uma cara que eu só consegui interpretar como no mínimo um ressentimento (parece que Frank está mais empolgado com o bebê do que ela), o que me lembrou de suas palavras para Brianna em “A Líbelula no âmbar”, quando ela conta para filha sobre quem era seu pai biológico.




“- Foi uma gravidez de risco, novamente, e um parto perigoso. Se eu tivesse arriscado ter a criança lá, provavelmente nós duas teríamos morrido. — Ela falava diretamente para sua filha, como se estivessem sozinhas na sala. Roger, acordando lentamente do fascínio do passado, sentiu-se um intruso.
— A verdade, portanto, toda ela. Eu não suportava deixá-lo — Claire disse calmamente. — Nem mesmo por você... eu a odiei um pouco, antes de você nascer, porque foi por sua causa que ele me fez partir. Eu não me importava de morrer... não com ele. Mas ter que continuar vivendo, sem ele... ele tinha razão, eu fiquei com a pior parte do trato. Mas eu o cumpri, porque o amava. E sobrevivemos, você e eu, porque ele a amava.
Brianna não se mexeu; não tirou os olhos do rosto de sua mãe. Somente seus lábios se moveram, rigidamente, como se não estivessem acostumados a falar.
— Por quanto tempo... você me odiou?
Os olhos dourados encontraram-se com os azuis, inocentes e implacáveis como os olhos de um falcão.
— Até você nascer. Quando a segurei nos braços, amamentei-a e a vi olhar para mim com os olhos de seu pai.”


Realmente analisando este trecho do livro, e comparando a cena inicial de ela e Frank na casa em Boston quando o bebê é mencionado com a cena que aparece próximo ao final do episódio em que Claire segura a filha nos braços pela primeira vez, percebe-se o contraste entre os sentimentos dela. 


Após comprarem a casa de Boston, há um pequeno salto no tempo, mostrando a gravidez de Claire mais avançada e sua capacidade de se adaptar que está sempre com ela. Quando não consegue acender o fogão, Claire resolve fazer o almoço na lareira e em uma conversa com a sua nova amiga, fica bem caracterizado o papel das mulheres nos anos quarenta/cinquenta: esposa e mãe; bela, recatada e do lar; uma bonita boneca a ser exibida pelos maridos. Lembro que em uma entrevista Diana comentou que a identidade de Claire quando estava com Frank era ser sua esposa, enquanto com Jamie, ela era mais. Era a curandeira, a bruxa, a fora da lei, era sua esposa também? Sim, mas não se resumia a isso. Percebe-se que o sofrimento dela no século XX não é apenas pela perda de Jamie como seu amor, mas quem ela se tornou quando estava com ele. Ela sai de um contexto de sobrevivência, onde suas atitudes e seu conhecimento eram essenciais para ajudar a salvar vidas, em que era vista com um respeito (e também medo) por sua sabedoria e é jogada no dia-a-dia de uma dona de casa dos anos cinquenta, algo que ela não apenas não foi educada para ser, mas como também não se encaixa em sua nova identidade encontrada. Para quem leu a resenha de “O Resgate no Mar” e/ou o artigo sobre os temas dos livros, deve lembrar-se que Diana define o terceiro livro em uma palavra: identidade. O que é fácil de perceber ao longo da narrativa é que Jamie vai perdendo sua identidade com o passar dos anos e volta a reconstruí-la quando se une novamente a Claire. Eu poderia dizer que algo semelhante acontece com ela, mas não completamente igual. Ela perde a sua identidade que havia construído quando estava com Jamie, mas é capaz de criar uma nova quando busca virar cirurgiã. Ela deixa de ser apenas a esposa de Frank para ser a mãe de Brianna e a Dra. Randall, mas o firmamento dessa identidade só é consolidado quando ela reencontra Jamie. Eles fazem parte um do outro. 



Prosseguindo no episódio, Frank leva Claire para conhecer seu chefe, que é um misógino egocêntrico que fica extremamente incomodado com as opiniões políticas de Claire, afinal ele não queria mostrar inferioridade de conhecimento perante uma mulher. Não apenas isso, mas afirma que se Frank não tomar conta do que Claire lê daqui a pouco ela estará defendendo que mulheres possam estudar direito em Harvard. Com isso, Claire acrescenta que há três anos, foi permitido o ingresso de mulheres na universidade de medicina de Harvard. O reitor da universidade desdenha, mas quando Frank comenta que Claire já foi uma enfermeira nas linhas de frente durante a guerra, o chefe dá uma cortada na conversa falando sobre a iminente maternidade de Claire, dando a entender que basicamente este era o único objetivo e meio de realização e felicidade para as mulheres. Uma coisa que me chamou atenção neste momento foi o contraste de Claire com a outra esposa que aparece na cena. A outra não fala, não se mexe e em sua apatia olha para o nada como se esforçasse ao máximo para ser uma estátua, um objeto de exibição. Exatamente o que a amiga de Claire havia mencionado. Dentre as cenas na casa, há uma conversa de Claire com Frank sobre pedir cidadania americana. Honestamente, isso foi bem estranho. Não entendi a inclusão dessa discussão a não ser talvez para mostrar os ciúmes de Frank, a dificuldade de Claire de deixa-lo participar da gestação e para iniciar uma briga, mas sei lá, poderia ter se colocado um assunto mais plausível. Claire nunca teve problema com ser inglesa (apesar de mais na frente, quando ela e sua família estão morando nas treze colônias, ela “luta” do lado rebelde na guerra da independência, mas isso era 1) uma forma de defender suas terras; 2) estar do lado vencedor- dessa vez- já que como sempre ela sabia do resultado final). Inclusive há um trecho em Ecos do futuro (sétimo livro), em que Claire demonstra um senso de patriotismo inglês no período da organização da guerra da independência:



“Um navio de guerra britânico estava ancorado ao largo e a visão da bandeira britânica tremulando de seu mastro me deu uma sensação peculiarmente paradoxal de orgulho e inquietação. O orgulho era um reflexo. Eu fora inglesa toda a minha vida. Eu servira a Grã-Bretanha em hospitais, em campos de batalha - no dever e com honra - e vira muitos dos meus compatriotas, homens e mulheres, morrerem nesse mesmo serviço. Apesar de o Union Jack que eu via agora ser ligeiramente diferente no desenho daquele com que eu convivera, era inquestionavelmente o mesmo pavilhão, e senti o mesmo alento instintivo ao vê-lo. Ao mesmo tempo, eu tinha plena consciência da ameaça que aquela bandeira representava agora para mim e os meus.”

Por mais americana que Claire se torne anos mais na frente, isso ocorre como resultado de mais de duas décadas vivendo em um país, com filha e netos americanos, e quando ela e Jamie passam a ser donos de terras, mesmo assim sua identidade como inglesa não morre. Não entendi por que mencionar uma cidadania americana a essa altura. Talvez os roteiristas entendam que ela tenha adquirido desprezo pelos ingleses após Culloden? Ou foi só a primeira ideia para uma discussão entre ela e Frank que apareceu? A partir da discussão, Frank decide entrar em contato novamente com o Reverendo Wakefield para pesquisar sobre Jamie. Enquanto ele escreve a carta, a bolsa de Claire estoura. E agora vamos para uma parte que me incomodou e foi uma mudança que eu também não vi sentido: o parto. O nascimento de Brianna não é algo que aparece como lembrança de Claire no terceiro livro, mas ela conta para Jamie em Tambores de Outono. Uma das coisas que ela menciona é que apesar de existirem anestesias que faziam com que as mulheres não sentissem dor, ela escolheu parir sem nenhuma intervenção química. Ela tinha medo de morrer, por isso queria estar alerta durante o parto.



“Mas sei a que horas Brianna nasceu –acrescentei, mais alegremente-. Ela nasceu às três e três minutos da madrugada. Havia um enorme relógio na parede da sala de parto, e eu vi.

Apesar da luz fraca, pude ver claramente o ar de surpresa em seu rosto

- Você estava acordada? Achei que você tinha me dito que as mulheres são anestesiadas para que não sentir a dor.
-A maioria era na época. Mas não quis que me dessem nada. (...)
-E por que não? –Ele perguntou, incrédulo-. Nunca vi uma mulher dar à luz, mas já ouvi mais de uma vez, garanto-lhe. E não posso entender por que uma mulher alguém em sã consciência faria isso, se houvesse escolha.
-Bem... -Fiz uma pausa, não querendo parecer melodramática. Mas era a verdade.- Bem- eu disse , um pouco desafiadoramente.- Eu achei que ira morrer e não queria morrer dormindo.”

Assim, apesar da cena do parto aparecer em um dos livros, ela não ocorreu como mostrada no episódio. No episódio, ela recusa anestesia, mas lhe é dada contra a sua vontade. Será que fizeram essa mudança para mostrar que naquela época mulher não tinha direito à decisão própria nem na hora de parir? No final, Brianna representa um novo começo para Claire e Frank, mas o fantasma de Jamie sempre vai pairar entre eles. O cabelinho ruivo dela mostrado pela enfermeira é o primeiro lembrete de quem é seu pai.


As palmas desse episódio vão para o Sam. Não é fácil atuar meramente com expressões faciais e ele desde a primeira temporada provou que é muito bom nisso. Toda a sua dor foi transmitida em essência apenas com a movimentação dos seus olhos, quando estava semiconsciente no campo de batalha de Culloden e na cabana. Até o próximo episódio ;)



Por Tuísa Sampaio
05 agosto 2017

Tradução de artigo: A placa da gráfica


O site Jamie and Claire fraser, postou um artigo sobre os símbolos escondidos na placa da gráfica em que Jamie trabalha na terceira temporada. Nós traduzimos o artigo para vocês:



Então aparentemente há vários símbolos escondidos nesta placa e esses foram os que eu reconheci




No meio temos o símbolo mais Identificável da maçonaria, o esquadro e o compasso. Qualquer pessoa que lê os livros saberá por que isso está lá, então vamos deixar isso dessa forma.




Nas partes inferiores da esquerda e da direita, temos os meus favoritos: J e C. Claro, Jamie acharia uma maneira de incluir Claire em sua placa. Mas também pode ser uma oferta de paz por terem deixado de fora o corte das mãos no episódio 2x13?






E então temos três símbolos que parecem muito familiares, mas não consegui descobrir o porquê. Então fui caçá-los.


O que está entre J e C é este:




No início, eu achei que fosse uma versão do século XVIII de um coração entre J e C. Um círculo representando uma aliança/casamento e uma cruz representando a benção de Deus. O que eu posso dizer? Sou romântica. Mas eu suspeito que seja algo mais complicado.


Um dos sinais da placa está ligado a cristandade. É chamado a cruz triunfante- uma cruz no topo de orbe. A cruz representa o sacrifício de Cristo e o orbe (frequentemente representado com uma faixa equatorial) representa o mundo. Simboliza o triunfo de Cristo sobre o mundo e é utilizado pelos monges da ordem Carthusian, com o lema Stat crux dum volvitur orbis (A cruz está estável enquanto o mundo gira).


O símbolo também é chamado “globus cruciger” ou orbe e cruz, um orbe (em latim, globus) coroado por uma cruz. Tem sido um símbolo cristão de autoridade desde a Idade Média, usado em moedas, em conografia, e nos cetros reais. A cruz representa o domínio de Cristo pelo mundo, literalmente segurado por um soberano terrestre (ou às vezes segurado por um anjo).


Jamie sendo um católico devoto poderia incluir isso em sua placa.


Além disso é usado como símbolo religioso e como símbolo da Terra (agora mais comumente usado como símbolo planetário) e sua conexão com alquimia representa antinômio ♁,um metalóide que se assemelha ao metal em sua aparência e propriedades físicas, mas não reage quimicamente como um metal. Este símbolo de alquimia elementar representa tendências animais encontradas na humanidade - uma natureza selvagem em todos nós.






Na parte superior esquerda temos o símbolo de júpiter ♃.







É composto por vários elementos:
O emblema com a linha horizontal (parece com um número 2) também é conhecido como a letra grega zeta. Este componente sugere desenvolvimento evolucionário (maturidade, e conhecimento adquirido através de um tempo de crescimento).
O segundo componente é a cruz, a qual simboliza o encontro de ideias- um cruzamento que se encontra para unir e combinar dois caminhos filosóficos. Isso se encaixa bem no simbolismo de júpiter de ser uma característica de equilíbrio.



Os significados dos símbolos de Júpiter estão intimamente alinhados com a manifestação devido à sua situação no sistema solar. Ele repousa no centro da linha orbitária dos planetas, com quatro planetas que o precedem (do sol: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte) e quatro planetas que se estendem além dele (Saturno, Urano, Neptuno, Plutão). Esta posição de balanço faz com que a energia de Júpiter ideal para justiça, manifestação e ordem perfeita.






Significados simbólicos de Júpiter
Expansão
Boa sorte
Proteção
Riqueza
Abundância
Ensino superior
Otimismo
Experiência/ Autoridade
Generosidade
Supremacia
Justiça
Equilíbrio



Todos esses itens acima mencionados são símbolos de poder, confiança, autoridade, governança, sabedoria e domínio. Parte do símbolo de júpiter, a letra grega zeta contem o valor do sete, o qual é o número da perfeição.


Alquimicamente falando, o símbolo de júpiter é refletido na forma material do estanho. O estanho é um metal maleável, dúctil, altamente cristalino, branco prateado, cuja estrutura de cristal provoca um "cristal de estanho" quando uma barra de estanho é dobrada (causada por ruptura de cristais). Sendo governado por Júpiter, coloca o estanho em conexão com a respiração, e pode ser visto filosoficamente como o sopro da vida. Estanho é o símbolo alquímico que representa mediação e equilíbrio entre quente e frio (situado entre Marte / Ferro e Saturno / Chumbo) e também pode adicionar uma lição filosófica à vida que ficar sozinho é mais fraco do que é combinado com outro elemento alquímico.





Na parte superior esquerda temos o símbolo de saturno ♄.









O símbolo de Saturno é composto de dois elementos. A cruz no topo, a qual é símbolo da culminação da matéria bem como a função de um foco intenso. O segundo componente do ícone de Saturno é um elemento crescente que significa receptividade. Esta parte inferior "crescente" do símbolo de Saturno também é uma reminiscência de uma foice. Esta é de particular interesse porque o simbolismo do planeta Saturno (e o deus romano agrícola de Saturno) aborda frequentemente temas da morte. No arquétipo da morte, esta personificação carrega a foice para reconhecer o momento oportuno de colher a vida.


Este tema de colheita junta-se com o significado do símbolo de Saturno de reciclar o antigo ao novo. Os temas mitológicos subjacentes revelam ainda que o deus Saturno destronou seu pai, Urano. Este destronamento simboliza a mudança de um regime antigo (morte) para um novo (renascimento), e isso se encaixa no simbolismo de Saturno.


Na astrologia simbólica, Júpiter é o planeta expansivo e gregário, enquanto Saturno é o planeta limitante e restritivo. Estes dois planetas também simbolizam a substituição de padrões antigos a novos, quando Júpiter derrubou Saturno na contínua saga de poder no mito antigo. Aqui está o simbolismo de "pai antigo" e "pai novo", bem como formas antigas e métodos substituídos por métodos mais recentes.


Em alquimia simbólica, o símbolo de Saturno funciona como um símbolo para o chumbo. O chumbo tem um brilho forte e é um metal branco denso, dúctil, muito macio, altamente maleável, azulado e com má condutividade elétrica. Este verdadeiro metal é altamente resistente à corrosão. Como um símbolo de alquimia, o chumbo é a régua da matéria prima escura e embaçada. A alquimia filosófica explica que o chumbo é um componente da transformação provocada pelo endurecimento, fortalecimento e firme força de vontade.


Significados do símbolo de saturno
Dominação
Autoridade
Transição
Persistência
Rimo lento
Metódico
Tempo
Construção
Trabalho
Estabilidade
Longo estudo
Observação
Poder não revelado




Todos esses três símbolos estão conectados à maçonaria (por exemplo, ♃ representam o número 7 - um número muito importante para os maçons), mas eu não tenho nenhum conhecimento básico, e muito menos extenso sobre seu sistema, para adivinhar por que Jamie os inclui na sua placa e se eles realmente estão conectados à maçonaria no seu caso.


A razão para a sua inclusão pode, de fato, ser qualquer simbolismo que incluí acima. Por exemplo, os três símbolos representam um metal, que poderia ser conectado ao trabalho de impressão e também achei essa passagem muito interessante:


Na astrologia simbólica, Júpiter é o planeta expansivo e gregário, enquanto Saturno é o planeta limitante e restritivo. Estes dois planetas também simbolizam a substituição de padrões antigos a novos, quando Júpiter derrubou Saturno na contínua saga de poder no mito antigo. Aqui está o simbolismo de "pai antigo" e "pai novo", bem como formas antigas e métodos substituídos por métodos mais recentes.



Poderia estar conectado à transformação de Jamie de guerreiro e Laird para impressor e contrabandista - de papel ativo e visível para passivo e oculto .



Esperemos que nos deem uma explicação em algum momento, mas algum de vocês tem uma ideia melhor do que eles podem significar?


Artigo Original de Jamie And Claire / Tradução Tuísa (@outlanderbrasil)
20 julho 2017

Por

Tradução do Twitter Q&A Sam Heughan


Ontem Sam Heughan, como todo ano, respondeu as perguntas de fãs no twitter, abaixo você vê a tradução. Divirta-se!


Perguntas e respostas no Twitter com Sam Heughan


SAM: Ok, aqui vai! (Copo grande de café comprado!)

FAN: Oi Sam @SamHeughan como vai a filmagem?

SAM: Muito bem, obrigado !! Kate e Mila são tão engraçadas !! A ação é surpreendente e @SusannaFogel está liderando o caminho!


Como foi filmar com uma liderança feminina diferente, dado o fato de passar tanto tempo com @caitrionambalfe?

Oi, Angela! É diferente, a produção funciona da mesma maneira, mas devo dizer que sinto falta de Cait e da equipe, é muito bom fazer novos amigos!


Você já tentou #orienteering**? Você poderia ser seu próximo MPC para aprender a orientar

Você teria que me mostrar o caminho!

**grupo de pessoas que praticam um esporte com bússolas e mapas de orientação.

Nós temos a Grande Barreira de Corais e um dos picos mais altos da Austrália em Cairns. Você estará visitando a Austrália? #downlandlandermates

Gostaria de voltar! Triste notícia sobre o recife recentemente. Precisamos proteger nosso planeta antes que não haja nada! #ClimateChangeIsReal


Você já viu algum dos episódios finalizados? Como eles estão?

Eu, literalmente, apenas assisti o ep 2 !!!!! Cait e Tobias, de fato, o elenco inteiro é incrível!


Qual foi a sua cena favorita para atuar nas temporadas passadas? Você mudaria alguma coisa nelas quando você as vê agora? Love xx

As "famosas", é claro, mas há muitas surpresas


SAM: acabei de dar uma palmada no segurança ...

Eles são fãs: D: D

Espero que sim, ou eu não posso chegar em San Diego!


Como pai, como filho, hein?


SAM: Alguém deveria dizer-lhe para cortar o cabelo @ CesarDomboy

Podemos ver "The Spy"** na Alemanha também, o que você acha?
Jawohl!

**filme com Sam Heughan que estreia em 2018, ainda sem título traduzido no Brasil The Spy Who Dumped Me

Já esteve em uma briga em pub? 

Ainda há tempo…


Jeito favorito de relaxar após a filmagem? Oi do México são 4 da manhã aqui

Eu gosto de cozinhar! Maratonas e whiskey...


Qual é a sua peça de roupa favorita da Barbour**?

Aguarde até ver minha coleção! Escolha difícil

**Sam Heugham é o embaixador da marca de roupas Barbour


Você aprendeu alguma gíria australiana de David Berry? #maaaattee

Fair Dinkum


Paella ou tortilla?

Tortilla ... para começar


Você mudou seu pós-barba e você não teve nenhuma proposta de casamento?

Na verdade eu tenho ... hmmmm


Quando eu viajar para Escócia, o que devo VER COM CERTEZA?

As ilhas ... as terras altas ... Edimburgo e o interior de um pub escocês.


Quando você viaja, por exemplo, aeroportos ... que disfarce você usa?


Oi Sam! Como foi conhecer Jamie Dornan em fevereiro? <3

Adorável, conhecia ele a um longo tempo ... acho que bebemos muita cerveja


Descreva a cena de luta na S3 entre Jamie & Claire em Lallybroch usando emojis.



SAM: Ok!

Você gosta de andar de bicicleta? Acabei de completar um passeio de bicicleta de Manchester no Reino Unido até Portugal 2.025 milhas em 29 dias

Acabei de comprar minha segunda bicicleta ... não posso esperar para andar nela


Como você cuida dessas madeixas? Estou com ciúmes!

Boa água escocesa


Qual é o alimento mais "interessante" que você comeu?

Recentemente tive o meu primeiro Goulash**

**Gulasch ou gulyás é um prato de carne de vaca picada, a que por vezes se adiciona carne de porco, cortada em cubos e rapidamente alourada em gordura quente.

Quão satisfeito você ficou ao ver seu velho amigo "a barba"?

Ele cresceu


Um grito dos fãs Outlander na África do Sul! Qual foi o momento mais estranho na África do Sul e a coisa que você mais gostou?

Yebo !! Howzit! Sinto falta da África do Sul! Incômodo - encontrando um babuíno desonesto. Gostei da comida / vinho / pessoas / paisagem


Você é pró pizza de abacaxi ou não?


Atualmente trabalho em casa. Levei um min para dizer oi! Então Oi!

Oi!!!!! Você mora em um túnel?


Onde está Simon cree? Ele estará no con?

Ah @MrStevenCree irmão gêmeo doente?


Você também tem contagem regressiva no seu telefone?

O que está acontecendo?


Qualquer "coisa" planejada com @colinodonoghue1 este ano na #SDCC17

Vou roubar seu crocodilo


Quando você vai estar na capa do @MensHealthZA?

.... em breve!!!?


Aonde você pretende tirar férias? Eu imagino que depois destas filmagens você precisa de pausa!

Por que? Você está vindo?


Você está tão ocupado !!! Você está orgulhoso de nós? @MyPeakChallenge Peakers está fazendo um ótimo # MPC2017

TÃO ORGULHOSO!!!! Adorei ouvir o sucesso de todos! Não posso esperar pelo evento


Eu fui em dois Con este ano e você cancelou os dois! : ((((((

Eu não posso controlar os horários de filmagens, faço o que posso, assisti a Emerald Con e espero fazer outros dois neste ano. Amei conhecer a todos.


Qual programa de televisão uma garota deve assistir, presa na cama por uma semana, depois que ela termina Outlander novamente?

Fique bem logo! Gostei de Westworld!


Qual é a sua banda de música ou cantor favorito? #AskSam Alguma coisa de Biffy Clyro?

Amo! Bem, eu sei que adoro @FRabbits @wwpj e @radiohead


Sam, ainda não me recuperei do trailer. Teremos mais surpresas no SDCC?

Espero que sim!


Edradour ou Dalwhinnie? ... visitando em agosto ... destilarias compridas.

Ambos!! Dalwhinnie foi o primeiro malte que já provei, você vai adorar


O que você vai fazer quando a estréia de #Outlander chegar em 10 de setembro? Eu sei o que vou fazer!

Tão emocionante!! Eu vou ter um grande drama com você


Você tem um nome do meio?

sim


Você pode enviar amor? Posso passar para Diana R. Uma peaker e grande fã. Ela estará em cirurgia de câncer amanhã.

Os melhores votos Diana! Enviando muito amor x


SAM: Eu tenho que voar (literalmente!) Te vejo em San Diego!




Organização dos tweets: Sam Heughan Daily  // Tradução: Outlander Brasil
12 julho 2017

Por

Terceira temporada tem data definida


A terceira temporada de Outlander já tem data definida. A nova temporada vai começar dia 10 de setembro nos Estados Unidos. Diferentemente de anos anteriores, a série agora será exibida aos domingos e não sábados.

No Brasil não previsão de estreia da terceira temporada, no momento as duas primeiras temporadas estão disponíveis nos serviços de Stream NET Now (duas temporadas), Netflix (primeira temporada, a segunda estreia dia 15/07) e no canal premium de assinatura da Fox (Fox Premium).



Update: A estreia da terceira temporada será simultânea no canal premium de assinatura Fox Premium.


Clique nas imagens abaixo, faça o download das imagens e use no seu facebook ou celular.



21 maio 2017

Resenha: A Cruz de Fogo


Contém spoilers

O quinto romance da série Outlander inicia-se no num dia muitíssimo longo em que ocorre uma assembleia (the gathering). A contagem de tempo desse livro é extremamente lenta, tanto é que um dia soma vários acontecimentos e o aparecimento de muitos personagens. A mesma situação acontece com o dia do casamento de Jocasta, tia de Jamie, que ocorre mais na frente. A assembleia e o casamento de Jocasta são os dois principais eventos da trama e a maioria dos conflitos resume-se à problemática diária de tratar com as famílias dos arrendatários e a preparação para guerra. Assim, A Cruz de Fogo acaba sendo um dos livros que menos agradam os fãs de Outlander, e confesso que é o que eu menos gosto também. Se você já leu e não gostou, não se desanime, porque o sexto livro tem um ritmo completamente diferente.


Capa original da edição atual


Diana cansou de torturar Jamie, e, nesse romance foi a vez de Roger sofrer mais um pouco. Ele acaba sendo enforcado como traidor, mas por sorte, Claire consegue salvá-lo por meio de uma cricotireotomia (acesso cirúrgico para a traqueostomia). Entretanto, ele perde a voz por um tempo e quando a recupera, já não consegue cantar como antes. Assim, o casamento entre Bree e Roger acaba passando por uma fase mais conturbada com as tentativas de aproximações de Brianna de seu marido pesaroso com a perda de algo com o qual muito se orgulhava. Dentre as descobertas trazidas por esta história vem o fato que Jemmy pode muito provavelmente viajar através das pedras como seus pais. A conclusão do livro traz uma linda declaração de Jamie para Claire:

“ Quando realmente chegar o dia em que tenhamos que nos separar – ele disse ternamente, virando-se para olhar para mim – , se minhas últimas palavras não forem ‘Eu a amo’, você vai saber que foi porque não tive tempo.”
Apesar de A cruz de fogo ser o livro que eu menos gosto da série como um todo, esse é o meu final favorito até agora dentre a trama de Diana.


Capa da primeira edição de A Cruz de Fogo(Rocco)


Assim, como os outros livros, a Cruz de fogo tem um tema e um formato. Diana escreve em The Outlandish companion v.02, que o quinto livro tem a forma de um arco-íris: começa com um dia bastante longo e as várias tramas do enredo desenvolvem-se a partir dele. Quanto ao tema, é bem claro que é sobre comunidade, já que todo o enredo gira em torno de grandes encontros, convivência e o modo de vida da família e seus arrendatários em Fraser’s Ridge. Diana explica em the Outlandish companion v.02 (tradução nossa):

“A Cruz de Fogo continua o senso de “construção” dos livros, do namoro, ao casamento, à família e agora à formação de uma comunidade, conforme Jamie reivindica seu destino original como laird e líder, sustentáculo e protetor de uma comunidade. Vimo-lo fazer isso (brevemente) em Lallybroch e então durante os anos depois de Culloden, quando ele liderou os prisioneiros em Ardsmuir, e os manteve (na sua maior parte) sãos e vivos ao forjá-los em uma comunidade. Jamie foi sempre definido (para ele mesmo, assim como para o leitor) pelo seu forte senso de responsabilidade e aqui nós o vemos em pleno funcionamento, conforme ele junta arrendatários para sua terra, Fraser’s Ridge, com a ajuda (e obstáculo ocasional de arrepiar os cabelos) dos viajantes do tempo de sua família. Assim como em qualquer história que vale a pena, a autodefinição de um protagonista (quer seja uma pessoa ou um grupo) é um processo tanto de descoberta, como de conflito. Pedras no caminho, oposição e perigo são as ferramentas que a natureza usa para esculpir uma personalidade marcante da pedra nativa. E assim nós vemos não apenas a formação da comunidade de Fraser’s Ridge (um paralelo e microcosmo da América emergente), mas a luta individual de Jamie, Claire, Brianna, Roger e outros, para se encaixar no seu ambiente em mudança, e preservar suas próprias identidades e descobrir suas vocações no processo.”


O que o leitor pode apreciar na comunidade dos colonos de Jamie é tanto a atividade comum da caça, preparação de comida, cuidado com as crianças, quanto as situações mais extraordinárias que costumam acompanhar os Frasers como assassinatos, roubos, mistério e guerra iminente. Finda que A Cruz de fogo seria um livro de transição da série: traz informações necessárias para os próximos livros, mas por si só não é algo muito atraente.


A editora Arqueiro publicou “A Cruz de fogo” no Brasil em dois tomos.


Capas das edições brasileiras atuais - Arqueiro

Por Tuísa Sampaio

Compre os livros!

      


REFERÊNCIAS:

GABALDON, Diana. The Fiery Cross. Nova York: Dell, 2005.
GABALDON, Diana. The Outlandish Companion. 2. ed. New York: Delacorte Press, 2015.V.1.
GABALDON, Diana. The Outlandish Companion. New York: Delacorte Press, 2015. V.2.





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