Lallybroch
10 fevereiro 2017

Resenha: A Viajante do Tempo


CONTÉM SPOILERS 

Romance que inicia a série Outlander, publicado pela primeira vez em 1991, A viajante do tempo, como ficou conhecido no Brasil, introduz o leitor à Escócia do séc. XVIII, à revolução jacobita de 1745 e a uma história de amor que tinha tudo para ser proibida. Em um período em que ódio pairava entre ingleses e escoceses, como um poderia se apaixonar pelo outro? Mas se Montecchio e Capuleto conseguiram encontrar amor entre si, como então duas nações rivais não poderiam encontrar sua própria representação de Romeu e Julieta?



Capa e contra-capa da primeira edição de Outlander


Imagine que você ao realizar uma viagem como segunda lua de mel com seu marido acabasse sendo transportada duzentos anos no passado. O primeiro pensamento depois que você percebesse a realidade daquilo tudo seria voltar para seu tempo e sua família, certo? Mas e se você findasse por conhecer alguém que lhe despertasse sentimentos desconhecidos e inexplicáveis, fazendo a duvidar de si mesma e daquilo que havia despertado em seu coração?  Esse é o desafio da protagonista Claire. Ao reencontrar seu marido Frank, após seis anos separados durante a segunda guerra mundial, eles decidem ir à Escócia com o intuito de se conhecerem novamente. Ambos ingleses, Frank era um historiador, que servira no MI-6 durante a segunda guerra, e Claire uma enfermeira de combate.


Capa original atual edição norte-americana


Em um passeio pelas Highlands escocesas, Claire entra em um círculo de pedras que a transporta para o ano de 1743, onde ela conhece não apenas os membros do clã Mackenzie, mas como um ancestral do seu primeiro marido, o qual é um soldado do Exército britânico chamado Jack Randall. Uma moça inglesa naquela região e vestida em trajes tão peculiares como ela causa curiosidade ao chefe do clã, que não permite sua partida. De tal forma, ela vira propriedade do clã Mackenzie, e quando Jack Randall aparece com a intenção de mantê-la em sua custódia (com fins nenhum pouco cavalheirescos) a única solução era casar-se com um escocês: Jamie Fraser. A última coisa que Claire esperava era, uma vez já sendo casada, se apaixonar perdidamente por seu novo marido do século XVIII. Mas seu novo amor seria suficiente para mantê-la nesse tempo e enfrentar todas as provações que viriam com a obsessão do capitão Randall e a guerra iminente? E o mais importante: Claire seria capaz de sobreviver a um século em que mulheres praticantes da medicina eram comumente conhecidas como bruxas e queimadas vivas? Para fugir da prisão e da perseguição, Jamie e Claire concluem essa parte da aventura indo para a França com a promessa de começar uma nova família.
Diana Gabaldon é uma autora dos Estados Unidos, que resolveu começar a escrever um romance como prática. Disso resultaram os oito livros da série Outlander publicados, mais um sendo escrito, a promessa de um décimo para conclusão, além de outras tantas novelas e contos, que as tem tornado referência tanto como autora de romances históricos, como na esfera de ficção científica.

Capa comemorativa, aniversário de 20 anos da série de livros.


A autora escreveu em The Outlandish Companion v.1 que a escolha de fazer Claire uma enfermeira da segunda guerra mundial foi algo consciente. Uma personagem com conhecimentos médicos seria algo útil naquela época, mas alguém do século XXI provavelmente seria incapaz de se adaptar não apenas as situações precárias da medicina rudimentar daquele período, como também à ausência de determinadas tecnologias como os aparelhos de raio x ou de tomografia. Ademais, na época da segunda grande guerra já havia sido descoberto algo de extrema importância: os antibióticos. O fato de Claire ter participado de uma guerra fez com que ela fosse acostumada às situações extremas. A decisão que a personagem seria uma enfermeira veio da ideia que, inicialmente, Gabaldon não teria os conhecimentos acerca da medicina necessários para a criação de uma médica, além de não ter tempo para realizar pesquisas mais complexas.


Capa especial com elenco principal da série de TV.


Um destaque que a autora faz neste mesmo compêndio é que os livros da série tendem a cada um ter formatos diferentes de história. Se você já leu A viajante do tempo vai conseguir encontrar os três clímax: a escolha de Claire no círculo de pedras, o resgate de Jamie por Claire da prisão de Wentworth e a cura da alma de Jamie por sua esposa no monastério. Portanto, o formato desse primeiro livro é o de um triângulo.


Capa da primeira edição brasileira, Editora Rocco.


Outro destaque que pode ser feito é sobre o tema do livro. Gabaldon comenta neste compêndio que cada romance tem um tema e acho que facilmente é possível perceber que a composição desse livro é sobre amor. Inicia-se o livro com o frágil amor entre Claire e Frank, o qual eles estão tentando reestruturá-lo, mas que não vai conseguir sobreviver ao aparecimento de Jamie Fraser. Tem-se o amor unilateral de Jamie por Claire, que se apaixona por ela muito antes da reciprocidade para que depois o amor de Claire possa surgir. Temos o amor puro dos irmãos: o relacionamento entre Jamie e Jenny é algo lindo de se ver, onde por mais que haja brigas, um sempre está disposto a se sacrificar pelo outro. Temos a versão de amor não tão convencional entre irmãos: como Colum e Dougal, tios de Jamie; e Jack e Alex Randall. Ambos casos de amores fraternos que levaram à abnegação pela felicidade do outro. Tem-se o amor paterno que é possível ver em Murtagh por seu afilhado Jamie, que é o resultado de um outro amor, este eterno, inquebrável e inexplicável que sobreviveu à morte, sentimento que Murtagh carrega em relação à mãe de Jamie.


Capa da edição atual brasileira (relançamento), Editora SdE/Arqueiro.


Marcando o início dessa saga que já dura mais de duas décadas, A viajante do tempo  não é apenas uma jornada entre séculos, mas entre os diferentes amores que cercam a nossa vida: amor paixão, amor fraterno, amor paterno, amor eterno, divino e inabalável, ou parafraseando Pablo Neruda, um amor que não se sabe quando, nem como, nem onde, sem problemas e sem orgulho porque não se conhece outra forma de amar.

Por Tuísa Sampaio


Referências:
GABALDON, Diana. Outlander: A viajante do tempo. Rio de Janeiro: Saída de Emergência, 2014. 799 p. (Outlander).
GABALDON, Diana. The Outlandish Companion. 2. ed. New York: Delacorte Press, 2015.V.1.
NERUDA, Pablo. Soneto XVII. In: NERUDA, Pablo. Cem sonetos de amor. Rio de Janeiro: L&PM Pocket, 2011. p. 25-25. (Coleção L± Pocket).


         

20 janeiro 2017

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Pré-venda do livro A CRUZ DE FOGO


O quinto livro da série Outlander já está disponível em pré-venda na Amazon. A Cruz de Fogo será dividido em duas partes, o primeiro volume tem mais de 800 páginas.



UMA HISTÓRIA SOBRE LEALDADE
O ano é 1771. Na Carolina do Norte, conserva-se a duras penas um frágil equilíbrio entre a aristocracia colonial e os esforçados pioneiros. E entre esses dois lados prestes a entrar em conflito está Jamie Fraser, um homem de honra exilado de sua amada Escócia. Convocado a liderar uma milícia para conter as insurgências, ele sabe que quebrar o juramento que fez à Coroa inglesa o tornará um traidor, mas mantê-lo será a certeza de sua ruína.

A guerra se aproxima, garantiu-lhe sua esposa, Claire Randall. E, mesmo não querendo acreditar nesse triste futuro, Jamie Fraser está ciente de que não pode ignorar o conhecimento que só uma viajante do tempo poderia ter. Afinal, a visão única de Claire já os colocou em risco, mas também lhes trouxe salvação.

A cruz de fogo é uma envolvente história sobre o empenho de Jamie em proteger sua família, construir uma comunidade e manter suas terras às vésperas de um conflito histórico. Nesses esforços, ele é ajudado por sua mulher, sua filha Brianna e seu genro Roger MacKenzie, que nasceram no século XX e agora tentam se adaptar à tortuosa vida do século XVIII.


31 dezembro 2016

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Calendário Planner 2017 Download


Para quem gosta de tudo organizado e quer sempre lembrar de algumas belas citações de Outlander, esse calendário estilo planner é para você. Baixe o arquivo, imprima e comece bem 2017!


Para baixar o calendário com todos os meses, clique na imagem abaixo:



Se você quiser baixar os meses em arquivos separados, clique aqui.

10 dezembro 2016

Geneva, sexo e Outlander... falemos sobre consentimento

Esqueça Geneva, sexo e Outlander... falemos sobre consentimento


CONTÉM SPOILERS DE "O RESGATE NO MAR"


N.T: Artigo traduzido do blog That’s Normal comentando a recente declaração de Diana Gabaldon sobre a cena de “sexo” entre Jamie e Geneva.

Como alguém gosta de uma série de livros enquanto não concorda com a autora ou com a maioria do fandom? É uma luta, e eu estou bem perto de desistir. Eu tenho amado a série Outlander desde o momento em que eu abri a primeira página. Eu faço as postagens re-kilted e cubro a série de TV ocasionalmente para o TN. Eu sou uma fã e amos as histórias. Diana Gabaldon nos deu personagens incríveis em um cenário memorável. Ela me fez aceitar um mundo no qual viagens no tempo existem! Fiz críticas a seu comportamento e seus comentários no passado, mas você não tem que amar todo mundo o tempo todo. Philiph Roth é um autor maravilhoso, um dos meus favoritos, e ele é um famoso idiota. Está tudo bem. Entretanto, após ler os comentários de Gabaldon no facebook essa semana em relação a uma cena controversa em O Resgate no Mar (o terceiro livro da série Outlander e a base para a terceira temporada da série de TV que está sendo filmada agora), eu não posso dizer que esteja tudo bem. Não está tudo bem. É um pouco apavorante.

EM GAÉLICO, PARE SIGNIFICA FORCE


Eu deixei claro em dois posts do TN que eu penso que o que aconteceu entre Jamie e Geneva foi estupro. Você pode discordar. Gabaldon certamente discorda. Não é a discordância que incomoda. Mas o seu entendimento sobre agressão sexual, sensibilidade cultural e vitimização merecem uma resposta.

Então... por que de diabos alguns de vocês pensam que Jamie a estuprou?
Porque ela disse “pare” e ele não parou. Esqueçam todo o resto que aconteceu e não aconteceu, esqueçam as personalidades das pessoas envolvidas, esqueçam o balanço do poder inato da situação, esqueçam a exploração de uma pessoa escravizada, esqueçam_tudo_exceto  a “crença” (talvez você queira procurar o significado dessa palavra, se você nunca a viu) que “não significa não”  (contanto que seja a mulher quem diga).”

Os comentários de Gabaldon vão além do reconhecimento do criticismo literário. A questão não é que ela criou uma cena inacreditável ou que Jamie/Jesus fez algo fora de seu personagem. A cena com Geneva é completamente crível. A questão é do que nós, os leitores modernos, chamamos o que aconteceu naquela cena. Estupro não é sempre claro e ordenado. A dinâmica de poder entre duas pessoas pode ser mercurial. Geneva usa o poder da posição que ela tem? Sim. Jamie usa o poder físico que ele tem? Sim. Geneva ou Jamie chamariam o que aconteceu com ela de estupro? Provavelmente não. O leitor moderno chamaria? Sim. E a razão para isso é que Geneva diz para ele parar e Jamie diz não.

Mas esqueçam Geneva. Olhem o que Gabaldon diz:

Em resumo, ‘não significa não’ não é- como algumas pessoas parecem pensar- uma lei da física imutável, verdadeira em todos os tempos e lugares. Não é nem mesmo lei ordinária. É uma ficção útil desenvolvida em resposta a um contexto cultural muito limitado (emergente nos últimos cinquenta anos) no qual sexo casual promíscuo tem sido amplamente aceito tanto como normal e como não imoral.”

Eu espero que minha filha nunca tenha alguém que lhe conte isso com toda seriedade, e Gabaldon é séria. “Não significa não” tem emergido no que nós aceitamos como consentimento porque é correto. Nós nos tornamos mais progressistas em nossos pensamentos com o passar do tempo; nós nos tornamos mais decentes. Eu sou uma leitora do século XXI, julgando o que aconteceu no século XVIII. Ninguém está dizendo que estupro e as linhas embaçadas do consentimento não aconteciam naquela época. Só estamos dizendo que Jamie fez essa coisa e essa coisa é o que chamamos de estupro.

Essencialmente, dentro desse pedacinho ideológico específico, ‘não’ é uma palavra de segurança. Ela tem a intenção de impedir que as coisas saiam do controle, e se idealmente empregada, frequentemente funciona. Entretanto, nenhuma palavra de segurança é eficaz a menos que ambas as partes reconheçam as mesmas regras de engajamento.”

O que porra é isso? “Sinto muito, Meritíssimo. Minha vítima tinha uma palavra de segurança com a qual eu nunca concordei.”

Ele não para. [Aqui eu vou fazer uma pausa para o suspiro! De choque de cuja inocência, condicionamento cultural (veja abaixo) ou falta de experiência (...)”

Então se nós pensamos que isso é estupro, somos ou virgens, estudantes de Oberlin[1] ou estudantes virginais em Oberlin? Oh, Okay.

MAIS UMA COISA SOBRE RELAÇÕES SEXUAIS


Eu sei que Gabaldon é uma grande amante da ciência, mas sua visão da perda de virgindade é cômica.

Ela_é _uma_virgem, o que significa que há um ponto inevitável onde empurrar torna-se forçar literalmente.”

O hímen não é feito de aço valiriano. A vagina pode se lubrificar e expandir para acomodar o pênis até mesmo na primeira vez. Mesmo que haja um hímen intacto. Sua primeira experiência com sexo não precisa ser dolorosa ou requerer uma forçada. Se você é uma virgem hétero lendo isso, tenha certeza que você esteja bem lubrificada (...), que tenha um bom orgasmo, e que seja bem cuidada quando você for dar o salto. Pode ser fantástico, especialmente se você exigir seu próprio prazer. Forçar é algo muito evitável.

O FANDOM


O mais angustiante para mim (porque eu estou acostumada com Gabaldon a este ponto) foi a reação de alguns de seus partidários no facebook:

Bem dito! Eu não acredito que pessoas chamaram essa cena de estupro! É uma parte lindamente escrita. Me faz amar o personagem de Jamie ainda mais.”

“Há pessoas que realmente pensam que Jamie estuprou Geneva? Okay...Bem, minhas interpretação foi exatamente a descrita acima. Com Geneva sendo jovem, mimada, intitulada, mas também assustada. Em uma posição de poder (pelo menos em relação a Jamie) e abusando...”

“AlGUMA VEZ existiu essa dúvida? Que reflexão triste na sociedade atual em que você deveria sentir a necessidade de explicar isso, Diana, entretanto, sucintamente. Sua geração e a minha lutou arduamente para que mulheres fossem tratadas iguais aos homens mas parece que nós...”
 (Pegando minha cabeça da mesa…)
Uma desculpa que eu vi sobre esses comentários é que os fãs mais idosos pensam que não é estupro, isto é, fãs mais jovens são mais sensíveis à questão do consentimento. Vocês sabem o quê? Idade não é uma desculpa. “Oh, vovó não pode evitar! Ela é racista, mas ela é idosa.” Se pessoas negras puderam suportar Jim Crow[2], sua avó babaca pode suportar que lhe digam para ela parar de ser um lixo de pessoa.
Ei, fãs idosos, vocês cresceram na época da libertação sexual e da primeira e segunda ondas do feminismo: não sejam tão desprezíveis e ignorantes sobre o que constitui assédio sexual. Eu tenho 43 anos. Não sou tão jovem. Minha experiência universitária me fez questionar meu papel na minha própria agressão sexual. Mas eu tenho prestado atenção e eu aprendi a quem culpar e com certeza não sou eu.
Nota da administradora do That’s Normal: Você acha que não somos verdadeiros fãs de Outlander depois disso? Pense novamente. Nós temos estado animados em relação aos livros, a série, o elenco e os figurinos por anos. A resposta apaixonada que temos a isso é a prova positiva que nos importamos- talvez um pouco demais na verdade.

Fonte Original / Tradução Outlander Brasil 






[1] N.T: os estudantes da universidade de Oberlin tem o costume histórico de renomear prédios públicos, ideias, eventos e etc...portanto tendo um conjunto de vocabulário próprio para chamar coisas que tem outro nome para o resto da população.
[2] N.T: “As leis de Jim Crow (em inglês, Jim Crow laws) foram leis locais e estaduais, promulgadas nos Estados do sul dos Estados Unidos, que institucionalizaram a segregação racial, afetando afro-americanos, asiáticos e outros grupos étnicos. Vigoraram entre 1876 e 1965.” (fonte)
06 novembro 2016

Entrevista recente de Caitriona Balfe para Vanity Fair




Estrela de Outlander Caitriona Balfe promete mais sexo para terceira temporada




“Se não tenho um marido, sempre tenho o reserva” - Caitriona .

       


Faz pouco menos de quatro meses desde que os fãs de Outlander tiveram que dizer adeus a Claire e Jamie Fraser durante o emocionante final da segunda temporada. Mas também é uma longa espera até que o casal viajante do tempo e de “amor impossível” retorne para Starz para a terceira temporada no próximo mês de abril. Agradecemos, que nesse ínterim, há uma nova edição do Blu-ray da segunda temporada que será lançada na terça-feira, 1º de novembro. E, para os verdadeiros devotos tanto da série como dos romances de Diana Gabaldon, há também uma edição especial de colecionador que apresenta um excerto exclusivo do próximo romance de Outlander “Go tell the bees that I am gone” (tradução livre: Vá dizer às abelhas que eu parti). A estrela de Outlander, Caitriona Balfe, fez uma pausa do seu cronograma cansativo de onze meses de filmagem para refletir sobre a segunda temporada e dar uma prévia de por que os fãs que estão sentindo falta do lado mais quente de Outlander não ficarão desapontados pela terceira temporada.

       

Vanity Fair: Você soube que durante o fim de semana Diana Gabaldon anunciou que os romances de Outlander terminarão provavelmente no décimo livro?

Caitriona Balfe: Eu não soube disso na verdade.


Deixe-me buscar a citação exata! Ela disse: "Será a última coisa no último livro, que eu acho que é provavelmente o livro dez." Dado que ela já está trabalhando no livro nove agora, os fãs estão em pânico. O que você acha?


Acho que é maravilhoso que ela tenha ainda feito dez romances, e eu tenho certeza que em algum momento, Jamie e Claire- eles estão envelhecendo quando chegarmos no oitavo e nono livros- eu acho que seria algo inevitável.


Sei que alguns fãs ficarão devastados de não ter mais livros. Você suspeitou alguma vez, quando você se inscreveu, que este fandom em particular seria tão intenso?


Não, tem sido realmente maravilhoso ser parte de algo que os fãs têm tanta propriedade. Esses personagens têm interpretado um papel tão importante na vida de muitas pessoas. É incrível ser varrida nisso e ter fãs que compartilham o amor que eles têm pelos personagens e pelos livros com você. Eu tenho muita consciência do quão sortuda eu sou nesse sentido. Eu era tão cega a isso tudo quando eu comecei. Eu tinha acabado de descobrir que eram livros na semana que me pediram para voltar para o elenco. Eu li o primeiro livro, mas nem sabia naquele ponto quantos eram. Tem sido uma jornada que tem aberto meus olhos nos últimos três anos.


Mas porque você tem uma base de fãs tão apaixonada, eu sei que você recebe feedbacks constantes quando os amantes de Outlander sentem que tem algo faltando. Do que eles mais sentiram falta na segunda temporada?


Eu definitivamente ouvi que eles sentiram muita falta da intimidade entre Jamie e Claire, o que eu acho que estávamos meio que esperando. Acho que até mesmo eu e Sam meio que sentimos falta- especialmente no começo porque era tão pesada a parte política- acho que estávamos todos sentindo falta desses momentos mais íntimos. Os fãs têm muitos momentos icônicos pelos quais eles estão realmente esperando, então você definitivamente sempre escuta quando alguns deles não estão lá. Estou tentando pensar em um específico para você, mas um que eu sempre escutava pelo que eu vi no meu twitter: “Onde está o sexo”?


Qual desses momentos icônicos dos fãs vocês terão problemas se deixarem de fora na terceira temporada?


A primeira coisa que todo mundo fala é da tipografia (onde Jamie e Claire reúnem-se após décadas separados). “Vocês vão fazer a tipografia? Vocês não podem mudar nenhuma frase da tipografia”. Nós ainda não filmamos isso, mas eu acho que os roteiristas estão todos bem cientes que eles têm que fazer jus aos fãs. Há Jamie e a caverna, e eu acho que há muita coisa de Claire e Brianna pelas quais os fãs estão ansiosos também.


A terceira temporada tem um grande salto de você deixando de ser uma personagem ingênua para interpretar a mãe de Brianna (interpretada pela atriz de 22 anos, Sophie Skelton). Como é dar um zoom tão longe na linha do tempo de uma pessoa?


É definitivamente uma coisa difícil de se tentar fazer e descobrir onde você estaria em vinte anos, e então fazer em relação a outra pessoa. Eu estava conversando com outra pessoa recentemente, e ela estava dizendo como toda pessoa sente que tem certa idade pelo resto de sua vida. Para a avó dela, ela sempre sentiu como se ela tivesse 21 anos. Uma amiga minha estava dizendo “Eu acho que 28. Eu era tão feliz aos 28, que é assim que eu sempre me vejo”. Com Claire, eu agarrei isso. Quando ela voltou para Boston e ela não está com Jamie, ela é uma mãe e ela é muito profissional, mas ela afastou um lado dela. O lado romântico e sexual dela foi arquivado por quase vinte anos. Quando ela volta para Jamie, ela volta para aquele-27, 28 ou qualquer que seja a idade que ela deveria ter- tempo quando ela conheceu Jamie porque é ali que ela realmente, eu acho, sentiu-se viva pela primeira vez.


Se Claire está colocando sua parte romântica e sexual de lado pela maioria da terceira temporada, isso significa que você vai receber mais tweets raivosos das pessoas que perguntam “Onde está o sexo?”

Não! Haverá outro sexo acontecendo. Acho que para realmente permitir a reunião e tudo o que vai acontecer com Jamie e Claire uma vez que eles vejam um ao outro, eu acho que é realmente especial. Talvez elas tenham que esperar um pouco, mas eu não acho que será tão escasso quanto na última temporada, devemos dizer?


Enquanto isso, você tem que usar umas roupas modernas fabulosas. Você sente mais falta da moda luxuosa parisiense e da escocesa?


Provavelmente para a decepção de todos os fãs do figurino, eu realmente não sinto falta do espartilho ou do rolo de bumbum nem por um segundo. Poder fazer os anos 40, 50 e 60- especialmente os 60- foi tão divertido. [A figurinista] Terry [Dresbach] tinha muitos tecidos. Ela fez algumas peças internamente e outras peças são achados vintage que ela tinha. Eu amo o que cada era te conta sobre as mulheres daquele tempo- é um barômetro tão interessante. Algumas das peças dos anos 60 são tão legais e lindas que eu pedi para ela duplicar algumas para mim. Então, quando Claire volta, Terry veio com essa ideia ótima e divertida para o figurino que Claire leva de volta para o século XVII com ela. Essa é muito mais tradicional. Combina tanto o mundo parisiense com um pouco do escocês, mas vai ser muito diferente em relação ao das outras temporadas. Na terceira temporada, eu acho que eu tenho um figurino para o final. Antes, eu tinha 17, 18, 19 “looks”. Vão se simplificando muito no caminho para o fim porque nós obviamente estamos em um navio.


Então nós não vamos ver uma roupa de pirata para Claire?

       
Sim. Eu não acho que faremos isso, mas seria bem divertido se eu aparecesse com um tapa olho e um papagaio.

Quando eu conversei com Sam semana passada, ele disse que filmar a terceira temporada sem você era “como ter uma morte na família”


Och! Ele já me matou na cabeça dele. Morta. Triste demais.


Como é para você filmar sem Sam?


É realmente estranho. Sam e eu obviamente temos trabalhado tão próximos nos últimos três anos. Até quando eu estava filmando algumas coisas com Tobias [Menzies, que interpreta tanto o marido dos dias modernos de Claire, Frank Randall, quanto o vilão do século XVII Black Jack], nunca eram blocos sólidos onde eu e Sam não estaríamos trabalhando pelo menos uns dois dias no ínterim. Eu definitivamente sinto falta dele. Outro dia estávamos no trailer da maquiagem bem ao lado um do outro, e estávamos tipo, “Oh, você está no seu mundo, e eu estou no meu mundo”. É muito estranho, mas a parte legal é que eu pude trabalhar com Tobias. Eu me sinto muito sortuda. Se eu não tenho um marido, sempre tenho o reserva. Não que algum deles seja reserva, mas tem sido uma dinâmica interessante e estranha. Eu acho que logo estaremos de volta juntos, e ele ficará enjoado de tanto me ver.


Entrevista por Joanna Robinson. Traduzida por Outlander Brasil


       

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