Lallybroch: Livro x Série de TV- Episódio 10: Heaven and Earth
22 novembro 2017

Livro x Série de TV- Episódio 10: Heaven and Earth


Contem spoilers do episódio e dos livros

Episódio 10: Heaven and Earth


Esta semana foram levados à tela trechos dos capítulos 46 (Encontramos um boto), 47 (A epidemia), 48 (Momento de graça) e 49 (Terra à vista) de “O Resgate no mar”. Como mais uma vez, Jamie e Claire encontram-se separados, apesar de estarem no mesmo período temporal, os tópicos serão estruturados de acordo com o local de cada um.


- Artemis (Jamie): o que primeiro destacarei é que toda a sequência de acontecimentos do Artemis foi criação da produção da série de TV, uma vez que no livro todos esses capítulos são narrados por Claire, que descreve suas desventuras no Porpoise, o navio de guerra britânico. No núcleo do Artemis, temos o relacionamento de Fergus com Jamie, e de Fergus com Marsali. O jovem francês é a ligação entre os personagens e a condução do enredo nesta localidade. Mencionei na resenha anterior que o capitão Thomas Leonard havia informado a Jamie que levaria Claire, e ele não havia concordado, mas estando em outro navio nada pôde fazer. No episódio, foi o capitão Raines que recebeu a mensagem e como Claire não era de importância para ele, concordou com tudo que Thomas disse. Assim, como ambos os navios iriam parar na Jamaica, seria lá o ponto de encontro dos Frasers. Jamie fica a maior parte do episódio preso por ter tentando se rebelar contra as ordens do capitão e tomado o navio para seguir atrás do Porpoise, de Claire. Ele pede a Fergus ajuda para roubar as chaves da cela e iniciar um motim, em troca Jamie daria a Fergus a benção para que ele e Marsali se casassem. O que foi que fizeram com Jamie neste episódio? O que foi que fizeram com o relacionamento entre Fergus e Jamie também? Jamie-livro nunca agiria dessa forma e mesmo que analisássemos as duas mídias de forma completamente diferentes, foi uma coisa mesquinha de se fazer. Principalmente quando Jamie quer mostrar que ele tem o amor maior do mundo e que qualquer outro indivíduo que não ame como ele ou não tome as mesmas atitudes que ele é porque não conhece o amor verdadeiro. Citando Tolstói “Se há tantas cabeças quantas são as maneiras de pensar, há de haver tantos tipos de amor quantos são os corações.” Cada pessoa ama de uma forma, cada um tem suas limitações, e no final Fergus acabou provando o amor dele a Marsali e ao seu milorde. Só porque ele demonstrava amor de uma maneira distinta da de Jamie, não significa que ele não amasse Marsali ou seu milorde com todo o seu ser. Mesmo assim, esses traços de personalidade de Jamie que afloraram em “Heaven and Earth” não foram algo que me agradou. As melhores partes do núcleo do Artemis foram as cenas entre Fergus e Marsali, que não é algo muito comum de se ver nos livros; e Jamie olhando as fotos de Brianna na cela. Estou achando muito delicado da construção da série estar constantemente inserindo a saudade deles da filha. Por parte de Claire uma saudade vivida, e por Jamie, uma saudade de tudo aquilo que não foi, de toda uma vida de possibilidades.



- Porpoise (Claire): no meio do capítulo 46, há uma discussão entre os marinheiros, na qual, Tompkins tenta dizer ao capitão que havia reconhecido “o grandão de cabelos ruivos” que se encontrava no Artemis. Apesar de que de início, Thomas Leonard dizer que não tem tempo para isso, Claire escuta atentamente e percebe que Jamie pode entrar em problemas. No episódio, Claire só descobre que o capitão sabe sobre Jamie quando ela olha seus diários de bordo a procura de informações sobre o “Bruxa/Bruja”, o navio português que provavelmente carrega jovem Ian. Ainda no capítulo 46, Claire escuta falar sobre a Sra. Johansen. Ela comenta sobre a necessidade de leite para ajudar no tratamento dos doentes, o capitão fala sobre a mulher do artilheiro, que vem tratando de seis cabras no interior do navio. No episódio, damos de cara com a dita senhora, quando o marido dela entra em coma alcóolico (no livro, ele também pega a doença, porém em uma versão mais leve). Ao fazer as recomendações sobre a alimentação dos passageiros, Claire descobre que o Porpoise está transportando o mais novo governador da Jamaica. Lamentavelmente, toda a trama envolvendo esse ilustre passageiro foi retirada de “Heaven and Earth”. O tal governador é na verdade Lorde John Grey, antigo diretor de Ardsmuir, amigo de Jamie, e padrasto de seu filho William. É logo após a conversa sobre Lorde John que Elias Pound é apresentado aos leitores, já em ação, ajudando Claire. Assim como no episódio, ele auxilia Claire na organização dos doentes e certifica-se de que todos estão cumprindo suas ordens. Entretanto, em termos cronológicos, ele foi apresentado aos telespectadores já no episódio passado. O momento em que Claire pede para chamar o Sr. Pound de Elias também ocorre neste capítulo. O diálogo é semelhante ao das telas, sem a pergunta sobre a idade e com a apresentação do material do cirurgião anterior. A cena em que Claire olha pela balaustrada do navio também ocorre no livro, mas a narrativa é diferente.


“Eu havia parado por um instante junto a balaustrada, para organizar meus pensamentos. Afastei os cabelos da testa e levantei o rosto para o vento purificador, deixando-o levar o mau cheiro da doença. Baforadas de vapor malcheiroso erguiam-se da escotilha próxima, por causa da limpeza com água fervente que estava sendo feita embaixo. O espaço ocupado pelos enfermos ficaria melhor quando terminassem, mas ainda muito distante do ar fresco.


Olhei a distância, por cima da balaustrada, esperando inutilmente perceber o vislumbre de uma vela, mas o Porpoise estava sozinho, o Artemis – e Jamie – deixados muito para trás.”


A instrução de colocar as mãos no álcool para limpá-las a cada saída de recinto e evitar a contaminação foi extraída do capítulo 47. No episódio, a cena em que Claire conhece a Sra. Johansen e seu marido, este havia entrado em coma alcóolico, Claire se estressa e solta algumas palavras indecorosas para o estranhamento de Elias. No livro, ela também solta os tais palavrões, mas não neste momento, e sim, quando Pound lhe conta que havia algum marujo que estava bebendo álcool puro novamente. O diálogo nessas duas cenas é basicamente o mesmo, sem o envolvimento dos Johasens no livro, entretanto. Durante o capítulo 47, Claire constantemente tenta falar com o capitão, mas Thomas estava sempre ocupado, até que ela decidiu entrar logo em sua sala. Quando ela assim o faz, ele estava dormindo, mas Claire finda por esbarrar em alguns livros o que faz com que ele acorde. Ela reclama sobre os homens que estão bebendo o álcool e ele sai para tomar providências, enquanto isso Claire aproveita a situação para olhar o diário de bordo que o capitão havia deixado aberto. É quando, então, ela descobre que Thomas Leonard sabe sobre a verdadeira identidade de Jamie e que ele é um traidor procurado graças às informações de Tompkins (Claire continua sem saber quem é o dito cujo). Em “Heaven and Earth”, Claire descobre que alguém reconheceu seu marido quando ela vasculha o diário de bordo em busca de dados sobre o bruxa/bruja, ao ser informada que o Porpoise tinha encontrado uma fragata portuguesa algumas semanas antes. No episódio, Claire é interrompida pelo cozinheiro do navio, o qual tinha uma certa implicância com ela. Essa trama entre Claire e o cozinheiro do Porpoise não existe como apresentada em “O Resgate no mar”. Tanto na adaptação quanto no material original, Claire pergunta a Elias Pound quem seria Tompkins. Ele informa a ela quem ele seria, mas no episódio, Claire querendo encontrar o tal marujo, diz a Elias que ele seria a segunda fonte da doença (já que ela já havia achado uma primeira fonte, trabalhando junto com o cozinheiro, e Elias de imediato nem sabia quem era o marujo) e deveria ser detido. No livro, é Tompkins quem encontra Claire ao ser trazido até ela com uma perna ferida. É aí que Claire o reconhece como o homem cego de um olho que jovem Ian acreditava ter matado (nas telas, já se sabia que o homem não estava morto, mas não o que havia sido feito dele). Elias havia informado a Claire, no livro, que Tompkins havia sido confiscado em Edimburgo e que havia dito que estava sob a proteção de Sir Percival Turner, mas que não havia apresentado nenhuma documentação escrita. Ato contínuo, Claire começa a perceber que Elias estava muito cansado e manda-o dormir. Na série, o cansaço de Elias começa a se apresentar também. No episódio, quando Tompkins é trazido a Claire por Elias para que ele fosse apreendido como a segunda fonte, Claire conversa a sós com ele. Ela pega um de seus instrumentos a fim de ameaçá-lo. Se modificar a essência dos personagens na passagem do livro paras as telas me irrita um pouco, mudar suas personalidades com alguns episódios de diferença dentro de uma mesma temporada me junta irritação com o que imagino seja descaso da produção. Como no episódio de “Crème de menthe”, Claire estava tão colada ao seu juramento que não podia deixar que o curso natural da vida levasse o homem que a atacou? mesmo sabendo que ela poderia ser presa e que Jamie e seus rapazes poderiam ficar com problemas? E neste episódio, ela esta disposta a aparentemente torturar e mata alguém? O argumento de que seria pela vida de Jamie é completamente falho porque em “Crème de menthe”, ela também estaria protegendo-o, uma vez que além de ele poder ser acusado de assassinato no lugar dela (como acaba ocorrendo neste episódio), seus negócios de contrabando e subversão poderiam ser descobertos, conduzindo-o à forca. Às vezes me pergunto o quanto de detalhes os roteiristas realmente discutem em suas reuniões em relação aos escritos de cada um. Em “Heaven and Earth”, Tompkins dá a entender para Claire que foi o próprio Sir Percival que o enviou para o trabalho no navio, quando ele esperava uma promoção ao descobrir os panfletos traidores de Jamie.


É no capítulo 48 (Momento de graça), que Claire finalmente encontra em Howard, a fonte da epidemia. Quando confrontado, Howard admitira para Claire que já havia presenciado doença semelhante em outros navios em que havia viajado. Mas ao solicitar que Howard ficasse em quarentena, o cozinheiro a quem ele ajudava se recusou a deixar seu funcionário ir, sendo necessário que se chamasse o capitão para que as ordens fossem cumpridas. Assim como no episódio, Elias Pound também morre de febre tifoide no livro. Entretanto, a narração de Claire informa ao leitor isso de forma muito simplória, achei que a série fez uma comoção maior com a morte do jovem, o que foi até muito bonito, principalmente, porque assim como Claire admirei bastante a construção, mesmo que breve, desse personagem no episódio. Em ambas as mídias, ele confunde Claire com a mãe, mas a conversa nas telas é mais prolongada. Também não há a história sobre o pé de coelho que foi introduzida na adaptação. Assim como a morte de Elias Pound foi emocionante, também admirei o "velório" dos marujos e a preparação dos corpos. Acredito que isso tenha sido introduzido na trama com um intuito principal de aumentar o teor de emoção quando fosse a vez de Claire despedir-se de Elias. O momento em que Claire perfura seu nariz porque "deve ser feito por um amigo" foi extremamente tocante (apesar de não existir no livro). Elias e Claire na tentativa de salvar a tripulação desenvolveram um laço de amizade, e vê-lo sendo cortado pela violência da morte foi de partir o coração.


No capítulo 48, Claire finalmente conhece o governador da Jamaica, Lorde John Grey. O fato de eles terem cortado esse primeiro passo do relacionamento deles me entristece muito. Primeiramente, porque eu adoro o personagem. Em segundo lugar, o modo como a relação desses dois se desenvolve será bastante modificada. E em terceiro lugar, eu amei o ator David Berry e queria muito vê-lo novamente na série. Em “O Resgate no mar”, Lorde John ainda aparece mais vezes, mas sua ausência a esta altura, me faz acreditar que a produção possa ter cortado o personagem do resto da temporada. Talvez seja até por isso que Jamie já tenha falado sobre William na série quando conheceu Claire em vez de Lorde Jamie o fazer, como no livro. Claire e John se conhecem quando ela, muito frustrada após a morte de Elias e mais alguns marinheiros, está batendo na balaustrada. Ele a impede de continuar a se machucar, e eles passam a conversar sobre os esforços dela em conter a epidemia.


Em “Heaven and Earth”, após deixar Tompkins na prisão (no livro, Claire apenas cuida de sua ferida e o permite ir embora), ela entra no recinto onde a Sra. Johansen cuida das cabras para falar sobre o marido dela. Claire conta sua preocupação acerca de Jamie e Annekje lhe deixa uma promessa de ajuda ao dizer que suas cabras precisam de grama. No capítulo 49, Claire está ajudando Annekje a caçar carrapatos nas cabras, quando ela descobre que o navio está próximo a terra, pede ajuda a Sra. Johansen para desembarcar sem que o capitão saiba. Enquanto no episódio, a ideia de Annekje de informar ao capitão que suas cabras necessitavam de grama era a razão da ancoragem do navio na ilha Turks; no livro, eles haviam parado para pegar provisões em San Salvador, ninguém deveria descer a não ser os homens que estavam trabalhando, mas Annekje insiste com o marinheiro responsável que ela precisa descer para alimentar as cabras. A intenção dela enquanto “conversava” com a sentinela era largar uma das cabras e causar uma confusão tentando recaptura-la, o que criaria uma distração que permitiria a Claire fugir. Quando Claire está se preparando para escapar, ela dá de cara com o capitão. Ele a elogia bastante e lhe informa que fará uma carta de recomendação como forma de tentar ajudar no caso do marido dela, falando abertamente sobre a provável prisão de Jamie (que de início, ele não tinha intenção de comentar). No episódio, quando Claire está fugindo pela ilha Turks (no livro, esta ilha seria uma segunda parada do navio), o capitão a vê, e a leva de volta ao navio. Eles conversam sobre a situação de Jamie, mas a recomendação sobre ela não é mencionada e ele também fala que não pode deixar que ela escape, além de Claire pedir que ele ignore as acusações acerca de Jamie e ele deixar claro que não fará isso. No livro, Thomas parece estar muito mais sentido com a situação, inclusive diz que não pode nem ao menos pedir perdão e que se arrependia de ter feito o registro sobre Jamie no diário de bordo, mas depois de escrito, era oficial.


No capítulo 49, o Porpoise realiza uma segunda parada nas ilhas Turks e Caicos, onde Claire recebe permissão para desembarcar. Essa nova ancoragem é realizada porque o navio havia quebrado seu mastro principal, o que não ocorre no episódio. Annekje conta a Claire, então, que a ilha onde elas se encontravam era próxima à ilha de Santo Domingo, por onde Claire poderia escapar. Ela explica a Claire que a água a levará até a tal ilha. No episódio, a Sra. Johensen fala sobre o modo como o mar conduziria Claire até a terra que ela percebera que estava próxima, mas não comenta sobre conhecer a ilha. E assim, Claire salta no mar, buscando manter Jamie a salvo.



Assim como em “The Doldrums”, a trilha sonora de “Heaven and Earth” arrasou, e tenho a sensação que neste quesito o resto da temporada não vai me decepcionar. Minha maior tristeza foi a ausência de John Grey que leva a uma preocupação sobre o futuro do personagem na temporada. Mas, no geral, mesmo com as outras mudanças eu gostei do modo como o núcleo do Porpoise foi estruturado. Em compensação, Jamie como personagem no Artemis foi lamentável. Não pelo ator, que estava ótimo, mas pela história que foi criada para ele como um chantagista de alguém que ele ama. César Domboy, o ator que interpreta Fergus, está cada vez melhor e com uma química maravilhosa com Lauren Lyle (Marsali). Falando nela, achei que ela consegue transmitir bem alguns trejeitos de Laoghaire fazendo bastante crível o reconhecimento pelo telespectador do parentesco entre elas, por algo além da semelhança física.



Episódios em que Claire e Jamie estão separados me deixam com a sensação que eles ficam um pouco perdidos um sem o outro. E neste, Claire fica literalmente perdida, à deriva no mar. Mas eles são imãs, que não importam o quanto se distanciam, o universo sempre os atrai de volta para o mesmo lugar e tempo, semelhante a canção de vinícius de Moraes, “Eu não existo sem você”, “ Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer, Que todos os caminhos me encaminham para você.” Não importa como esses dois vão se reencontrar, só importa que seja o mais rápido possível.




Por Tuísa Sampaio

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7 comentários:

  1. Otimo review, como sempre. Também achei as atitudes do jaime nesse episodio sem sentido e meio mesquinhas... espero que os roteiras façam um trabalho meljor c ele nos proximos episodios

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    1. Que bom que vc gostou :* Tenho esperança. Acho que o maior problema é que são muitos roteiristas e acredito que nem sempre eles discutam todos os detalhes principalmente em relação às atitudes intrínsecas às personalidades dos personagens. Ai fica cada um querendo brincar de Deus com a obra de uma outra pessoa.

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  2. Também gostei da resenha, e acho que o descompasso criado nos primeiros episódios dessa segunda parte ainda estão tendo consequências ruins. As mudanças na personalidade e no caráter do Jamie, totalmente desnecessárias, são péssimas. Enquanto no livro eles retomam a cumplicidade - com alguma dificuldade mas não tantas quanto nos episódios - na série ainda não vi isso. Me parece sempre artificial os encontros e conversas dos dois, e acho que isso tem a ver com esse começo desconectado. Nas páginas 486 e 487 da parte I, por exemplo, tem diálogos lindos da retomada dos dois, em que o Jamie reconhece a força de Claire, e ela pensa que ele a vê com muito mais clareza do que o Frank viu durante todo o tempo em que estiveram juntos. E depois o Jamie diz de forma linda sobre a sua própria força: "...me pergunto frequentemente se poderia colocar essa lâmina afiada a meu serviço e embainhá-la outra vez com segurança. Pois tenho visto muitos homens tornarem-se implacáveis no uso dessa força e o aço de sua lâmina deteriorar-se em ferro sem valor. E tenho me perguntado muitas vezes se fui o senhor da minha alma ou se me tornei um escravo de minha própria faca." Um homem que faz esse tipo de reflexão, mesmo sofrendo tudo o que sofreu, não tem as atitudes mesquinhas e de falta de caráter que colocaram no personagem da série. E depois ele ainda diz pra Claire: "Eu pensei que jamais voltaria a rir na cama com uma mulher, Sassenach... Ou mesmo procurar uma mulher, a não ser como um bruto, cego de necessidade." E quando ela diz que não o vê como um bruto, ele acrescenta: "Sei disso, Sassenach. E é o fato de você não conseguir me ver assim que me dá esperança. Porque se sou um bruto e sei disso, e ainda assim, talvez...Você tem isso... essa força. Você a possui, bem como sua alma. Assim, talvez a minha própria alma possa ser salva." Esse trecho faz parte de uma longa conversa após o jantar na taberna Moubray's (no capítulo 27, Em chamas) e poderia ter sido acrescentada nos episódios anteriores, dando sentido ao relacionamento dos dois e permitindo outros desdobramentos que melhorariam muito os episódios posteriores.
    Eu estou muito decepcionada com essa segunda parte da temporada. Parece que trocaram toda a equipe de roteiristas e diretores e ninguém se entende mais, nem o elenco. Toda a sensibilidade da primeira parte desta temporada, que melhorou vários trechos do livro suprindo lacunas de a DG deixou no livro, como você falou nas suas ótimas resenhas, agora ficou totalmente o oposto. Tiraram as partes sensíveis e que dão sentido ao reencontro dos dois, esvaziando a série. Espero que retomem a tempo, porque mesmo tendo melhorado um pouco desde o péssimo reencontro dos dois, as lacunas deixadas ainda estão prejudicando a série, na minha opinião. Desculpa o texto longo, mas estou tão chateada e concordo com tudo o que você aponta nos seus textos. Obrigada por eles, que nos ajudam a entender melhor até o que a gente sente assistindo os episódios. Um abraço e sigo na esperança de melhorias.

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    1. Esqueci de colocar meu nome. Agora foi. Abraços.

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    2. Obrigada você, Thelma. Queria conseguir colocar palmas para esse seu comentário por aqui :*

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  3. Ainda lamento a forma como Jaime contou a Claire sobre Wille na série, porque no livro é uma passagem muito linda.

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