Lallybroch: Livros x Série de TV- Episódio 07: Crème de menthe
02 novembro 2017

Livros x Série de TV- Episódio 07: Crème de menthe



Contem spoilers do episódio e dos livros

Episódio 07: Crème de menthe

O episódio dessa semana de Outlander, “Crème de menthe”, trouxe às telas parte do capítulo 26 (Brunch no bordel), o 27 (Em chamas), parte do 28 (O guardião da virtude) e do 29 (A última vítima de Culloden) de “O Resgate no mar”. Dessa vez, escolhi agrupar os tópicos em relação ao núcleo de interação de personagens (na medida do possível), portanto, a resenha não seguirá necessariamente a ordem cronológica do episódio ou do livro (apesar de se aproximar um pouco mais desta última). Principalmente porque os fatos destes capítulos utilizados ficaram bem embaralhados dentro de “Crème de menthe”.


-Jamie e Claire: retornando de onde “A. Malcolm” terminou, Claire está sendo atacada pelo guarda alfandegário, quando ele finda por cair e bater a cabeça ficando em um estado de vida ou morte. No capítulo 26, o Sr. Willoughby é quem mata o oficial da Coroa com um tiro, como uma forma de proteger Claire. Fergus que chega logo depois, tenta ainda tirar informações do oficial, enquanto ele cospe sangue no colo de Claire, mas é inútil, e o homem logo morre. Temos então a primeira divergência da série e livro. Duas coisas me vieram à mente que possam justificar essa mudança: 1) a moldagem do Sr. Willoughby em um personagem politicamente correto foi levada ao extremo ao ponto de retirar dele qualquer possível falha de caráter. No livro, a morte do oficial aparenta ser bem “gratuita”, visto que Sr. Willoughby é que o ataca depois de ele ter confundido Claire com uma prostituta; enquanto na série, eles deram um jeito de o homem morrer no ato contínuo da briga. Dessa ideia do Sr. Willoughby politicamente correto ainda temos a frase que ele fala a Jamie sobre “admirar uma mulher que valoriza a santidade da vida humana”, enquanto no livro ele não tinha problema algum em matar pessoas; 2) ocasionar uma discussão entre Jamie e Claire (também, talvez, e muito provavelmente, as duas situações). Em “Crème de menthe”, logo após a queda do oficial, Claire tentar salvar sua vida justificando mais à frente que como ela era uma médica, ela tem que socorrê-lo sem julgar. Ora, paciência, isso não tem a ver com o juramento de Hipócrates, mas sim com sobrevivência. Jamie, no episódio, estava certo quando disse que quem acabaria presa era ela se os guardas aparecessem. Claire não era novata naquele século, ela sabia que ser mulher, era ser culpada. Então, por que colocar uma Claire alheia ao período histórico que estava? Só para causar um confronto com Jamie? E mostrar que eles ainda precisavam ajustar os ponteiros do relógio deles, quando no livro, eles vão se conhecendo novamente sem a necessidade dessas pequenas brigas? (na verdade, no material original, eles parecem mais recém-casados). A mesma Claire que já havia praticado eutanásia e até mesmo matado em prol da sobrevivência daqueles que ama e de si mesma realmente teria arriscado ser presa e ainda mais ter colocado em jogo a segurança de Jamie, Fergus e jovem Ian para salvar a vida de um homem que a tentou matar e que claramente não tinha mais chances de sobreviver? Para mim, me pareceu, que além de quererem incluir uma briga entre o casal, os produtores construíram essa cena para justificar a ida dela à botica (o que facilmente poderia ser incluído por “n” outros motivos, inclusive a razão do próprio livro).


“Certamente, o desaparecimento desse funcionário iria provocar uma intensa busca. Eu tinha visões de homens vasculhando o bordel, interrogando e ameaçando mulheres, fornecendo descrições completas de mim, de Jamie e do Sr. Willoughby, bem como de vários relatos de testemunhas do crime.”


No capítulo, logo após a morte do oficial, Jamie leva Claire para tomar um banho, já que sua roupa estava toda melada de sangue. No episódio, Claire sai em busca do material necessário para salvar a vida do guarda, enquanto Jamie organiza seus homens, juntamente com Fergus e jovem Ian para que se livrem do contrabando. No livro, pela descrição que Claire faz da situação e ao olhar o corpo, Jamie percebe que o homem morto pelo Sr. Willoughby não era realmente um guarda alfandegário, pois ele conhecia todos eles, mas também não sabia quem era. Ademais, quando havia ido tratar de negócios mais cedo, Jamie tinha deixado que parte da sua bebida propositalmente fosse apreendida (a de pior qualidade) pelos guardas para que eles parecessem ser competentes, o que estava incluído no acordo deles. Na série, isso não aparece. No capítulo 27, enquanto Jamie e Claire jantam, eles encontram Sir Percival, o qual avisa Jamie para não realizar uma determinada viagem que estava em seus planos. No capítulo 28, Jamie conta a Claire que Sir Percival achava que ele contrabandeava seda e veludo da Holanda, e Jamie pagava a ele em tecido (diferente da série, onde Sir Percival recebia em pecúnia e estava bem ciente do contrabando de bebida alcóolica). Com um alfaiate, Jamie trocava as peças de costura por conhaque. No capítulo 27, Jamie e Claire estão tendo conversas de travesseiro, que infelizmente foram cortadas. Mais uma demonstração de amor entre o casal foi retirada da série, enquanto brigas inventadas foram acrescentadas.


“- Jamie- eu disse finalmente num sussurro, acariciando a sua nuca – acho que nunca me senti tão feliz.


- Nem eu, minha sassenach – ele disse, beijando-me muito de leve, mas longamente, de modo que eu tive tempo de cerrar meus lábios numa pequena mordida na parte cheia de seu lábio inferior. – Não se trata só de sexo- ele disse, afastando-se um pouco finalmente. Seus olhos fitavam-me, com o azul suave e profundo de um quente mar tropical.

- Não- eu disse, tocando sua face. – Não é só isso.


- Ter você comigo outra vez, falar com você, saber que posso dizer qualquer coisa, sem quer que vigiar minhas palavras ou esconder meus pensamentos...meu Deus, Sassenach – ele disse- Deus sabe que como homem sou louco por sexo e não consigo tirar as mãos de você, de nenhuma parte – acrescentou ironicamente- , mas eu não me importaria de perder tudo isso pelo único prazer de ter você a meu lado e poder conversar com você de coração aberto.

- Foi muito solitário viver sem você. – sussurrei. – Muito solitário.


- Para mim também. (...)”



Claramente, a situação do casal Fraser na mesma linha de acontecimentos da série era completamente oposta ao que está sendo apresentada. Isso me entristeceu. Por que escolheram mostrar animosidade entre Jamie e Claire, quando há tantas cenas lindas de reconexão entre eles neste período? Dentre essas conversas de travesseiro, Jamie conta que foi por acaso que ele havia se tornado um mestre-impressor. Quando ele veio para Edimburgo, ele precisava de uma atividade que servisse para esconder seu contrabando. A ideia da gráfica veio quando ele pensou em um local para imprimir alguns panfletos e ali, acreditou que os guardas nunca imaginariam que havia negócios ilegais. Depois de ter colocado a tipografia para funcionar é que nasceu a ideia dos panfletos políticos.



Em “Crème de Menthe”, Ian aparece em busca do filho (na ordem dos livros isso já havia acontecido no capítulo 26, antes mesmo de Claire ter conhecido jovem Ian). Como a presença de Ian é avisada por Madame Jeanne, ele não entra no quarto e sim, são Jamie e Claire quem descem ao salão para recebê-lo, não tendo como ele confundir uma Claire escondida na cama com uma prostituta, uma vez que ele estava olhando diretamente para ela. Essa foi uma das melhores cenas do episódio (apesar de que preferiria ter visto o trecho como descrito no livro, Steve Cree (Ian) estava primoroso em sua interpretação e foi quem mais demonstrou emoção ao reencontrar Claire). Jamie avisa a Claire para que ela não conte a Ian sobre a localização do seu filho. Claire obedece, mas isso a perturba. A série então apresenta um Jamie prepotente que acredita que sabe melhor que ninguém o que seria apropriado na criação do sobrinho. Nessa prepotência, ele permite que sua irmã e cunhado fiquem morrendo de preocupação em relação ao filho. No livro, as coisas não se passam de tal forma. O mero fato da mudança de ordem de cenas já faz com que Claire não tenha que mentir para Ian no material original. Ademais, o motivo para o qual Jamie não conta ao cunhado que o filho estava com ele, foi que ele havia prometido ao jovem Ian que daria a oportunidade de ele mesmo contar. Justo. Assim, enquanto no livro, um acordo que permitia que fosse o próprio filho a se redimir com o pai fez com que Jamie mentisse; na série, foi uma arrogância inventada. E tal arrogância acaba levando a mais uma briga criada pela roteirista, na qual Jamie joga na cara de Claire que não foi capaz de criar a filha e que ela e Frank quem escolheram o que era certo para a menina. Indicando ainda que ela havia sido criada sem moral por usar biquíni . Mas, afinal, não foi o senhor, seu jamie Fraser, que enviou a sua esposa e filha para Frank Randall? Agora é tarde demais para reclamações.


Enquanto no episódio, é Jamie quem conta que o corpo do funcionário de Sir Percival foi escondido em um barril de creme de menta; no livro, é Fergus quem diz isso no capítulo 28 (o guardião da virtude), quando ele aparece para contar ao seu milorde que havia vendido o conhaque que estava guardado (na série a incumbência de vender a bebida coube ao jovem Ian, Fergus apenas o acompanhou).


- O incêndio: o incêndio na gráfica ocorre no capítulo 27 (em chamas). Enquanto no episódio, madame Jeanne avisa aos Frasers sobre o ocorrido; no livro, Claire e Jamie veem a fumaça quando caminham pela Royal Mile. No capítulo, não apenas Jamie adentra no recinto, mas alguns outros homens que passavam na rua. Jamie passou, então, a jogar pela janela vários de seus materiais de impressão com o intuito de conseguir salvar algo da sua preciosa tipografia. Foi capaz também de resgatar sua prensa com a ajuda dos rapazes que haviam o acompanhado. Ian (pai) aparece na frente da gráfica (o que não acontece no episódio) e é ele quem vê o vulto do jovem Ian dentro do ambiente em chamas (na série, Jamie entra apenas com o objetivo de salvar jovem Ian, quem ele já sabia que estava lá). Claire, então, avisa a Jamie sobre a presença do sobrinho na gráfica, e ele entra para salvá-lo. Depois do alvoroço, os Ians e os Frasers retornam para o bordel, onde Ian (pai) ameaça o filho com a perspectiva de uma surra. Logo em seguida, perguntas são feitas e jovem Ian diz que foi ele quem pôs fogo na gráfica. Ele conta então que havia visto um homem perguntando pelo tio Jamie na taverna onde estava comendo, mas não questionava sobre Alexander Malcolm, mas sim usava o nome verdadeiro de Jamie e também tinha conhecimento do nome que Jamie usava nas docas, Jamie Roy. Tal nome não aparece na série. Jovem Jamie passou a seguir o homem, mas acabou perdendo-o de vista, assim ele retornou ao bordel. Esse trecho no livro é bem engraçado, pois como jovem Ian não sabia ainda quem era Claire – e acreditava que ela fosse uma prostituta- ele acusa o pai de ter um caso com ela, chamando-o de hipócrita – Ian (pai) conta quem é Claire, e a pergunta que jovem Ian fez no episódio passado sobre as mulheres de Lallybroch falarem que Claire era uma fada é feita neste momento. Ian explica ao filho que Claire estava na França e ao achar que Jamie estivesse morto, não podia retornar porque iria por Lallybroch em desgraça, mas quando descobriu que o marido estava vivo retornou. Jovem Ian continua sua história dizendo que do bordel acabou conseguindo sair e encontrar o tal homem, ele viu o sujeito entrar na gráfica. Como havia muitos panfletos subversivos lá, jovem Ian colocou fogo na tipografia para que eles não fossem encontrados. Mais tarde quando o pai sai do recinto, jovem Ian conta que na verdade ele não começou o fogo, quando ele bateu no homem, o sujeito derrubou carvão em brasa que iniciou o incêndio. Ele não quis contar ao pai por vergonha de ser um assassino. Como o rapaz sentia-se culpado, o tio decidiu levá-lo para visitar o padre Hayes com o intuito de se confessar. No episódio, o incêndio é causado pelo tiro do capanga de Sir Percival, e o sujeito estava em busca dos barris de bebida alcoólica.



- Fergus e jovem Ian: no capítulo 28, após realizar a venda do conhaque, Fergus busca uma prostituta para fazer companhia pelo resto da noite. Fergus sugere que jovem Ian deve procurar uma das meninas de madame Jeanne para passar a noite, em vez de ficar no quarto dos tios (a essa altura no livro, a gráfica já havia pegado fogo, e o menino tinha passado pela experiência de quase ser tostado). No episódio, o incêndio não havia acontecido, jovem Ian e Fergus estavam em uma taverna comemorando a venda do conhaque. Fergus comenta que sempre vê o jovem Ian olhando a tal Brighid, que aparenta ser uma garçonete e não uma prostituta como no livro, e o ajuda a conquistá-la. Algo bonito de ser ver nesse episódio foi a amizade entre esses dois. Fergus agia como um irmão mais velho e na verdade é assim que eles se enxergam, não foi à toa que Fergus chama o amigo de irmão. Por mais que Fergus fosse filho adotivo de Jamie, foi Jenny quem o criou por todo o período em que Jamie estava preso e em Helwater. Ele a via como mãe e os filhos dela como irmãos. Essa foi a parte interessante deste episódio, a interação entre esses dois homens que cresceram juntos e que agora compartilham uma forte amizade. César Domboy (Fergus) me conquistou ainda mais. O modo de falar dele está bem semelhante ao de Roman Berrux (Fergus jovem) assim como alguns de seus trejeitos, o que me fez ficar ansiosa para ver o desenvolvimento da sua história ao longo da temporada. Também estou torcendo que pelo fato de ele ser um personagem coadjuvante e como muito provavelmente essa segunda parte da temporada vá ser mais corrida, não cortem os detalhes do casamento dele. É uma cena tanto engraçada, quanto tocante no livro.


- Os Campbell: no capítulo 29 (a última vítima de Culloden), Claire vai a botica para se abastecer de ervas medicinais. É lá que ela conhece o reverendo Archibald Campbell. No episódio, eles transformaram o homem de Deus em um aproveitador da irmã, um tradutor das suas visões. Parte da história deles também foi cortada. Na verdade, o que foi mostrado foi um pobre retalho de uma narrativa mais inventada do que extraída do livro. O que se tem de igual é que eles eram irmãos e que ela aparentava ser uma doente mental. Mas em “Crème de menthe”, eles mudaram a razão de ela ser assim. No episódio, Campbell diz que ela nasceu com a doença nervosa; mas no livro, seu estado sensível é resultado do trauma que sofreu em Culloden. Talvez eles tenham modificado o porquê para economizar tempo, mas depois de uns quinze minutos de cirurgia inútil na cabeça de John Barton e de acréscimos de brigas desnecessárias entre Claire e Jamie, não acredito que tempo fosse realmente um problema para esse episódio. Apesar da aparição dos Campbell parecer algo completamente avulso, ela não é. Margaret Campbell ainda terá importância no desenrolar de “O Resgate no Mar”. No capítulo, quando Claire chega à botica, ela ajuda Haugh na organização da sua loja, o reverendo que estava presente percebe que ela tem conhecimento da ervas e pede sua ajuda no que deve ser fornecido para uma pessoa com doença nervosa. Ele requisita, de maneira meio arrogante, que Claire vá ver sua irmã (nesse momento, Claire pensa que é a esposa dele que precisa de ajuda, só mais tarde que descobre que é a irmã). Quando Claire chega à casa dos Cambpell, é recebida por uma mulher chamada Nellie Cowden que a apresenta a Margaret Campbell (o reverendo havia saído). Nellie diz que Margaret tem 37 anos e está nesse estado catatônico há 20 anos, e mora com o reverendo desde as mortes dos pais. É Nellie quem informa a Claire que o ministro e a irmã estão se mudando para as índias ocidentais, onde ele aceitou uma proposta da Associação de Missionários. Em “Crème de menthe”, Campbell fala que eles irão realizar um trabalho lá, mas não especifica o quê. Nellie conta a Claire também que Margaret tinha 17 anos na época do levante de 1745. O pai e o irmão estavam do lado do rei, mas Margaret era jacobita. Ela trabalhou como informante, espionando o pai e irmão. Quando surgiram boatos de uma possível derrota, Margaret fugiu de casa em busca do homem por quem era apaixonada. Ninguém sabe ao certo se ela o encontrou, o que se sabe é que no dia seguinte a Culloden ela foi capturada por soldados ingleses. Margaret Campbell sofreu um estupro coletivo e foi largada quase morta (mais uma vez Diana usa o recurso narrativo do estupro. Por mais que a ameaça de violência sexual naquela época fosse muito frequente, é um pouquinho de falta de criatividade, ela enfiar isso na vida de quase todo personagem sofrido que aparece). Ela tinha vivido com os ciganos, onde seu irmão a encontrou quando seguia com o seu batalhão. O fardo de cuidar da irmã doente fez com que ele virasse ministro e nunca se casasse. Claire então dá uma receita de chás e frutas como no episódio. Entretanto, algo estranho ocorre no livro. Jovem Ian tinha ido acompanhar Claire na visita, mas não havia entrado na casa. Depois de um tempo, ele vai até a sala onde Claire está para buscá-la e menciona o nome de Jamie, o que faz Margaret gritar. Claire pergunta a Jamie mais tarde se ele conhece uma Margaret Campbell, e ele afirma que pode ser que sim. Ele acredita que ela era a namorada de Ewan Cameron na época de Culloden. O rapaz havia sido fuzilado dois dias após a batalha final. Durante toda a visita de Claire, Margaret havia ficado calada, apenas quando Ian fala o nome de Jamie, que ela solta um grito “Jamie?” e se alvoroça. A possibilidade de ela ser vidente é algo que só é apresentado mais à frente no livro.



“Créme de menthe” foi um episódio de transição. Ele não acrescenta nada de novo à série, e é cheio de embromações (aquela cirurgia sendo a maior delas. Eu gosto de Claire colocando a mão na massa, mas não quando é feito sem um objetivo). Facilmente poderiam tê-lo tornado mais enxuto e acrescentado fatos dos capítulos seguintes. Isso foi algo semelhante ao que fizeram no episódio “The Search” da primeira temporada, em que colocaram Claire buscando por Jamie durante um episódio inteiro, sem necessidade, e depois tiveram um season finale corrido. A sensação que eu tive foi que à roteirista faltava não apenas familiaridade com os livros, mas também com o que havia sido escrito para os episódios anteriores. Mexer com a essência dos personagens tem sido comum nessa série, mas Jamie e Claire pareciam ter incorporado pessoas completamente diferentes em relação ao episódio anterior. Esse foi o episódio com a nota mais baixa dessa temporada no IMDB (8,5). Para mim, o que o fez valer a pena foi a relação de jovem Ian com Fergus, o encontro com Ian pai, e o final em que vemos Jamie tratando Fergus por “meu filho”. Agora os personagens vão voltar para Lallybroch, e o episódio já soltou a pista (para aqueles que não leram os livros) que Jamie tem outra esposa. A sequência de acontecimentos seguintes são a que eu tinha mais curiosidade para ver a interpretação em tela nesta temporada. Minha torcida é para que fique o mais fiel possível ao livro, mas pela promo apresentada aparentemente eles já modificaram algumas das coisas pelas quais eu aguardava. Até a próxima ;)




Por Tuísa Sampaio

Comentários via Facebook

14 comentários:

  1. Eu amei as suas resenhas. Não tive o prazer de ler os livros, mas sim todas as resenhas e análises possíveis. Concordo com as suas colocações, tem muita coisa desnecessária, principalmente, brigas e falas,etc...Mas se você souber, por favor me diga: _ Por que Jamie casou com Laoghaire MacKenzie?

    ResponderExcluir
  2. Obrigada! Ele explica a Claire que quando voltou de Helwater, ele se sentia sozinho, e Jenny começou a tentar convencê-lo a se casar novamente. Jenny tinha empurrado várias mulheres para Jamie mas ele não se animou com nenhuma. Ela ouviu falar de Laoghaire, que estava viúva e com duas filhas pequenas para criar, e fez um convite para que ela fosse para Lallybroch no ano novo. Ela participou de uma simpatia de ano novo deles que indicava o marido de uma moça e o resultado foi Jamie. Ai eles meio que juntaram a fome com a vontade de comer. Ela precisava de um marido para sustentar as filhas, e ele queria companhia. Nas palavras dele "achei que devíamos nos ajudar". O detalhe principal disso é que no livro, Jamie não sabia que Laoghaire era quem tinha mandado Claire para fogueira como bruxa. Claire só conta a ele no livro 5, e ele afirma que nunca teria se casado com Laoghaire se soubesse. Na série, eles mudaram isso. Jamie já sabe que foi Laoghaire quem tentou matar Claire, o que vai fazer esse casamento ser pior ainda :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito obrigada pela sua gentileza com a resposta. Eu creio que falta a veracidade dos livros para a série ser realmente ótima. Eu acho os atores maravilhosos e adoro a voz do Sam Heughan. Selecionei você no meu Favoritos do PC. Aguardo sua resenhas e opiniões. Bom final de semana. Abrçs

      Excluir
    2. Obrigada você! Também amo a voz de Sam. Chega dá um arrepio :*

      Excluir
  3. Amei sua resenha estava esperando ansiosamente pois gostaria de saber o que uma pessoa imparcial achou desse episódio. Eu detestei e desisti de acompanhar a série, essas mudanças alertam a essência dos livros e acho melhor ficar com os livros que tanto amo!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu odeio quando eles mudam a essência dos personagens, mas ainda acho que tem muita coisa boa. A trilha sonora, a fotografia, os atores e algumas modificações (como o tratamento dado a relação mãe e filha entre Claire e Brianna no episódio 5) foram boas. Mas entendo que tem muitos fãs dos livros que não aguentam mais e tem mudanças que são tão decepcionantes que dá vontade de jogar tudo pro ar mesmo, ou socar a cara dos produtores e perguntar por que eles resolveram fazer o estrago. Que bom que você gostou da resenha ;*

      Excluir
  4. Ótima resenha. Compartilho também a estranheza do capítulo. Já me preparei pra não me decepcionar tanto.
    De todos os livros que li (estou no livro 5, parte II), esse - Resgate no Mar- achei com partes forçadas, com trechos confusos e me lembrando novela mexicana. As melhores partes, que salvam a obra, são as que envolvem diálogos entre Claire e Jamie (sempre releio). Gosto também das interações de Jamie com os sobrinhos. Espero que salvem isso na tela.
    A série compensa pelos atores principais: J&C, Yan, Jannie, Fergus, e o jovem Yan promete conquistar nossa simpatia.
    Adoro a autora. Diana já usa o empoderamento há tempos.
    Agradeço a sua atenção a essa nossa querida obra! Abraços. (E que velha o próximo episódio)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada! Quero muito ver o desenrolar do relacionamento de Jamie com Fergus e jovem Ian s2; de Fergus com Marsali, e de Marsali com Claire. Espero que depois do episódio 08, eles consigam dosar bem a aventura e o romance, assim como os novos laços familiares que surgirão. :*

      Excluir
  5. Olá! Amei a resenha! você colocou em palavras ( em ótimas palavras diga se de passagem) o que senti em relação a esse episódio. Estou bastante chateada com a mudança do relacionamento entre claire e james. Pra mim o "forte" da série sempre foi o amor entre os dois e a relação de companheirismo e cumplicidade mas agora notamos os dois distantes e frios. Acho que a maioria dos fãs estão decepcionamos em como os produtores e roteiristas estão mudando essa relação.. Sentindo falta da paixão ardente das primeiras temporadas.. Será que até o final desta eles vão conseguir retomar este ponto perdido? Aguardando ansiosamente que isso ocorra!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada! Eu espero que até o final da temporada, Jamie e Claire estarão mais próximos um do outro.

      Excluir
  6. Adorei ler suas resenhas. Concordo contigo quando de nossa decepção, após uma longa espera, ao assistir cenas nada condizentes com o livro. Espero que pra próxima temporada, eles reavaliem as observações dos fãs da série. Assim, possamos nos "deliciar" mais com esse amor ardente com misto de aventura entre Jamie e Claire, que foi o que conquistou a todas nós. Portanto, parabéns pela sua colocação. Gde.abraço.

    ResponderExcluir
  7. Quando comecei a ver a série (primeira e segunda temporadas), não havia lido os livros. Agora já estou lendo "A cruz de fogo" (segunda parte) e não consigo imaginar o aspecto físico de Claire e Jamie que não seja o dos atores da série.Exceto Brianna. A atriz é bem diferente da descrição do livro.
    Concordo com os comentário sobre a disparidade entre a relação de amor de Jamie e Claire nos livros e a falta de "élan"entre eles na série. Que pena! São tão lindos e tão bons atores! É problema mesmo do roteirista.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Também não consigo imaginar a atriz que faz Brianna na série como sendo a dos livros. Mas Caitriona e Sam já viraram minha Claire e Jamie para sempre :D

      Excluir

Lallybroch - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2016